Uma das mais importantes indústrias do ramo de alimentos do Rio Grande do Sul vive um momento de transição entre gerações. Durante a visita do diretor comercial da Conservas Oderich, Marcos Odorico Oderich, ao Correio do Povo nesta terça-feira, o empresário destacou a importância da preservação da cultura e da estrutura familiar no negócio.
Acompanhado do filho e diretor de Marketing da empresa, Thomas Oderich, ele ainda visitou o acervo de jornais impressos e fotografias do Correio do Povo. A empresa foi fundada em 1908 por Carlos Oderich e está, neste momento, passando da quarta para a quinta geração, capitaneada por Thomas e por outros familiares.
“É uma transição muito importante que exige responsabilidade e que precisa, mais do que tudo, preservar e manter a união da estrutura familiar. Por ser uma empresa que tem raízes muito fortes, com vínculos familiares, acho que é muito importante manter os valores da família e daquilo que nos trouxe até aqui, que foi a seriedade”, contou.
Ele citou os desafios econômicos vividos atualmente no país e que, ao longo da trajetória de quase 120 anos da empresa de alimentos, outros momentos já foram superados. “Passamos por muitas guerras, planos econômicos, governos, muitas moedas. Não tem sido fácil se adequar a todos esses momentos e a esses desafios, sejam eles econômicos ou climáticos também”, completou Oderich.
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“Saudosismo” no acervo do CP
Durante a visita ao acervo do Correio do Povo, acompanhado pelo diretor presidente Marcelo Dantas, o empresário se admirou com as notícias publicadas pelo veículo em agosto de 1909 que informavam sobre a inauguração da primeira fábrica da empresa em São Sebastião do Caí. O acervo conta também com outros periódicos que integraram o grupo ao longo dos anos, como os jornais Folha da Manhã, Folha da Tarde e Folha Esportiva.
“Gratificante a visita, na qual pude conferir a riqueza do acervo do Correio do Povo, que conseguiu manter de forma organizada e funcional todos seus registros. É uma riqueza de fotografias e documentos que possuem um valor inestimável para toda a sociedade gaúcha, pois é uma referência daquilo que aconteceu no mundo ao longo desses 131 anos. Através do acervo, é possível criar um saudosismo que nos leva a valorizar esse esforço de manter viva essa história”, concluiu.