A Copa do Mundo Feminina de 2027 pode impulsionar o turismo, o comércio e os serviços no Rio Grande do Sul para além dos sete jogos previstos em Porto Alegre. As oportunidades econômicas da competição foram tema do Fecomércio-RS Debate, realizado nesta quarta-feira, na Capital, com representantes do poder público e do setor empresarial.
O painel reuniu a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina de 2027 em Porto Alegre, Débora Garcia, o secretário estadual de Turismo, Raphael Ayub, e a diretora de Vendas e Marketing da Rede Laghetto, Cristiane Mörs. A mediação foi da comunicadora, advogada e empresária Monique Wilborn.
“É uma oportunidade de movimentar a economia, fortalecer o turismo e deixar um legado para a cidade e para o Estado”, afirmou Débora.
À frente da articulação das ações para o torneio na Capital, a secretária destacou o interesse do público e a necessidade de preparar a cidade para receber visitantes. No último sábado, quase 29 mil pessoas acompanharam o amistoso entre Brasil e Argentina no Beira-Rio, mesmo durante o feriadão.
“Esse tipo de mobilização mostra o potencial do evento, mas também nos faz pensar em como podemos ampliar o envolvimento da população e preparar Porto Alegre para esse momento”, disse.
Débora também ressaltou o interesse internacional pela competição. Segundo ela, o Brasil contabiliza 161 mil interessados em participar do programa de voluntariado, incluindo pessoas da Nigéria, Colômbia, México, Marrocos e Estados Unidos. Além disso, mais de 800 mil pessoas manifestaram interesse em comprar ingressos, metade delas estrangeiras.
O secretário estadual de Turismo, Raphael Ayub, defendeu que os benefícios da Copa alcancem diferentes regiões gaúchas. Para ele, o torneio representa uma vitrine internacional para o Estado, por ser a primeira edição da competição feminina na América do Sul e ter Porto Alegre como única cidade-sede da Região Sul.
“A Copa é do Rio Grande inteiro. Porto Alegre será a porta de entrada, mas o destino é o Rio Grande do Sul”, afirmou.
Ayub destacou a possibilidade de ampliar a permanência dos turistas com roteiros que incluam destinos como a Serra Gaúcha, o Litoral e o Vale dos Vinhedos. A realização do torneio durante o inverno, período de alta demanda turística na Serra, reforça a importância de integrar diferentes regiões à oferta de experiências para os visitantes.
O governo estadual desenvolve iniciativas para preparar os empreendimentos turísticos para a competição, conforme o secretário. Entre elas, Ayub citou o CrediTur RS, programa de financiamento destinado a negócios do setor que buscam ampliar suas operações e qualificar os serviços.
Fecomércio - RS Debate oportunidades da Copa do Mundo Feminina para a economia gaúcha
Potencial não pode ser desperdiçado
Diretora de Vendas e Marketing da Rede Laghetto, Cristiane Mörs avalia que parte da população e das empresas ainda não percebeu a dimensão das oportunidades econômicas da competição. Para ela, o torneio pode ampliar a visibilidade do Estado e atrair visitantes que retornem em outras ocasiões.
“O potencial de um evento dessa magnitude, que é tão difícil de conquistar diante da concorrência entre destinos, não pode ser desperdiçado”, afirmou Cristiane.
A executiva ressaltou que os efeitos podem alcançar toda a cadeia do turismo, da hotelaria à gastronomia e ao comércio. Para aproveitar esse potencial, defendeu a preparação dos serviços e o investimento em experiências que incentivem os visitantes a conhecer outros destinos gaúchos.
Copa do Mundo Feminina de 2027
Porto Alegre receberá sete partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027, todas no Beira-Rio. Serão seis jogos da fase de grupos, nos dias 26, 28 e 30 de junho e 3, 5 e 8 de julho, além de uma partida das oitavas de final, em 12 de julho.
O Mundial será disputado no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho, com 32 seleções, 64 partidas e oito cidades-sede. Ao menos 11 seleções diferentes passarão pela Capital durante a fase de grupos.