O dólar aprofundou as perdas ao longo da tarde e furou o piso de R$ 5,20 nesta terça-feira, 31, com o aumento do apetite ao risco no exterior diante de expectativas crescentes em torno do fim do conflito no Oriente Médio. Após circularem informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump estaria inclinado a pôr um ponto final na guerra, e que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país concordaria em encerrar as hostilidades se houvesse garantias contra novas agressões.
As cotações do petróleo, que rondavam a estabilidade no fim da manhã, passaram a operar em terreno negativo, embora tenham se mantido acima da marca de US$ 100 o barril. As bolsas em Nova York subiram mais de 2%, levando de roldão o Ibovespa, e o índice DXY - que mede o comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes - furou o piso dos 100,000 pontos, com mínima aos 99,808 pontos.
Por aqui, o dólar à vista terminou o dia em baixa de 1,32%, a R$ 5,1786, na mínima da sessão. Trata-se do menor valor de fechamento desde o último dia 11 (R$ 5,1593). Depois de perdas de 2,16% em fevereiro, a moeda americana acumulou alta de 0,87% em março, mas encerrou bem longe do pico de fechamento do mês, no dia 13 (R$ 5,3163). No ano, o dólar recua 5,65% em relação ao real, que apresentou o melhor desempenho no primeiro trimestre entre as principais moedas globais.
- Irã ameaça empresas tech e de finanças dos EUA no Golfo e cita alvos para esta quarta-feira
- Irã tem “vontade” de encerrar a guerra, mas quer garantias, diz presidente
- Chefe do Pentágono diz que próximos dias serão decisivos na guerra
Na segunda à noite, reportagem do The Wall Street Journal revelou que Trump teria dito a assessores que aceitaria encerrar a campanha militar no Oriente médio mesmo sem desbloqueio total do Estreito de Ormuz - por onde é escoada cerca de 20% da oferta global de petróleo. Na avaliação de Trump, uma operação para reabrir o corredor extrapolaria seu prazo de 4 a 6 semanas para a guerra.
Ao The New York Post, o presidente dos EUA disse que a guerra contra o Irã provavelmente terminará em breve - e que outros países podem reabrir o Estreito de Ormuz por conta própria. 'Minha única função era garantir que eles não tivessem uma arma nuclear. Eles não vão ter uma arma nuclear. Quando sairmos, o estreito abrirá automaticamente', apontou Trump, em relação aos objetivos americanos ao atacar o Irã em conjunto com Israel.