O dólar operou em alta nesta segunda-feira, à medida que os preços do petróleo aumentaram devido a dúvidas sobre o anúncio do presidente americano, Donald Trump, de um cessar-fogo energético entre Rússia e a guerra da Ucrânia, juntamente com o conflito contínuo no Oriente Médio.
O dólar manteve-se próximo à sua máxima de 18 meses durante a sessão, sustentado pela demanda por ativos de refúgio seguro, enquanto o crescente conflito no Oriente Médio deixava os investidores cautelosos antes da divulgação de importantes dados de inflação dos EUA, prevista para esta semana.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia atingiu uma usina de energia em Kharkiv logo após a declaração de cessar-fogo feita por Trump. Simultaneamente, os Houthis, apoiados pelo Irã, lançaram ataques contra um aeroporto em Riad, na Arábia Saudita.
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Perspectivas para o dólar e política monetária americana
Analistas do ING acreditam que o dólar provavelmente permanecerá firme por algum tempo, já que o crescimento da economia dos Estados Unidos e a inflação acima da meta sustentam as expectativas de que o Federal Reserve aumentará ainda mais as taxas de juros. "A menos que ocorra uma queda significativa nos preços da energia esta semana, o que parece improvável, a divulgação dos dados de inflação ao consumidor dos EUA de setembro, na quarta-feira, deve manter essas expectativas de aperto do Fed amplamente intactas", afirmam.
O relatório de inflação ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA de quarta-feira pode ter impacto de curto prazo na direção da moeda americana.
Impacto de feriados nos mercados
As negociações desta segunda-feira ocorreram em um cenário de feriado, com o mercado de títulos dos EUA fechados para o dia, embora o mercado de ações tenha permanecido aberto.
*Com informações da Dow Jones Newswires