O dólar reduziu bastante o ritmo de alta frente ao real na segunda etapa de negócios desta sexta-feira, 18, acompanhando a desaceleração da moeda americana no exterior, em meio à diminuição das perdas do iene. Parte do desconforto eleitoral provocado pelo resultado da pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira à noite, que não mostrou a esperada melhora das intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, preferido da maior parte do mercado financeiro, também se dissipou à tarde, contribuindo para a recuperação da moeda brasileira.
Depois de atingir R$ 5,1662 pela manhã, o dólar à vista terminou o dia a R$ 5,1442, alta de 0,10%. A divisa acumulou ganho de 0,37% nesta semana, marcada pelo fortalecimento global da moeda norte-americana, após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de elevar os juros, acompanhada de discurso mais duro contra a inflação. Em setembro, o dólar ainda recua 0,69% ante o real, após alta de 2,16% em agosto.
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Termômetro do comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY operava aos 100,196 pontos por volta das 17h00, em queda de 0,05%, após atingir 100,564 pela manhã, maior nível em sete semanas. Na semana, o Dollar Index acumula ganho de pouco mais de 1% e, no ano, de quase 2%.
O iene sofreu perdas expressivas pela manhã mesmo com o aperto monetário promovido pelo Banco do Japão (BoJ), que elevou a taxa de juros em 25 pontos-base, para 1,25%, maior nível desde 1995. A decisão foi dividida, o que foi interpretado como um sinal "dovish" pelos investidores. Rumores de possível intervenção de autoridades japonesas, porém, reduziram as perdas da divisa, que ainda recuou mais de 0,40% ante o dólar.
Pela manhã, o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista em leilão de linha (venda com compromisso de recompra), ajudando a melhorar a liquidez em meio à forte pressão por remessas de divisas ao exterior. O BC já realizou dois casadões neste mês - venda simultânea de moeda à vista com compra no segmento futuro, via contratos de swaps cambiais reversos -, no total de US$ 2 bilhões.