Economia

Durigan defende compromisso fiscal do governo: "Lula não gastou além da conta"

Ministro da Fazenda afirmou que endividamento público depende dos juros

Ministro da Fazenda afirmou que endividamento público depende dos juros
Ministro da Fazenda afirmou que endividamento público depende dos juros Foto : Tomaz Silva / Agência Brasil / CP

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta quinta-feira, que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve compromisso fiscal e não gastou além da conta, diferente do governo de Jair Bolsonaro e das propostas de seu filho, Flávio Bolsonaro.

"É importante desfazer esse clima de que o governo gastou além da conta, que a oposição quer incutir e o mercado muitas vezes compra", disse Durigan em entrevista à CNN Brasil. "Este ano temos R$ 16 bilhões contingenciados e estamos fazendo corte de benefícios fiscais, 10% linear de benefícios infraconstitucionais", completou o ministro.

Endividamento público e juros

"Para além do tombo de 2023, que foi pagar a conta de 2022, nos anos de 2024, 2025 e 2026 a receita cresceu mais que a despesa, e os dados do Banco Central mostram que o aumento do endividamento público decorre dos juros, não do resultado primário", marcou Durigan.

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Organização da política fiscal

Durigan afirmou que ele e o ex-ministro da Pasta Fernando Haddad foram as autoridades que de fato organizaram a política fiscal do país, herdando um resultado de calote dos precatórios do governo Jair Bolsonaro. Ele reforçou ainda que governo se comprometeu a atingir o centro da meta e atingir superávits primários crescentes a partir de 2027.

"A todo momento, a gente fez revisão de gasto tributário e gasto primário também", disse Durigan. "Isso tem que seguir sendo feito, é igual escovar os dentes. Não dá para dizer para todo mundo que você escova o dente e tem o hálito ruim, que é o caso do Flávio Bolsonaro. Você tem que manter a escovação dos dentes e garantir que as contas estão em ordem", completou.

Revisão de gastos e o Bolsa Família

O ministro ainda aproveitou a fala para defender o reajuste do Bolsa Família, que ele diz que só aconteceu por haver comprovação do espaço fiscal, diferente da PEC Kamikaze elaborada por Jair Bolsonaro, que também desorganizou o cadastro do Bolsa Família.

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