O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 17, que o reajuste de 15% no Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno tem previsão legal de acontecer. Há o compromisso de absorver o impacto no Orçamento de 2026 e 2027 sem alterar trajetória de meta ou de resultado fiscal.
"Nós estamos fazendo o dever de casa para incorporar no Orçamento que já está previsto para esse ano, então não tem solavanco, não tem mudança de rumo", comentou Durigan. Ele acrescentou que o impacto ajudará a retomar o poder de compra das pessoas e será acomodado no Orçamento do próximo ano.
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O ministro disse ainda que o governo passou três anos aprimorando cadastros do Bolsa Família, com cruzamentos recorrentes. Mesmo depois do aumento, o impacto do programa em relação ao PIB sai de 1,5% no início do mandato e terminará em 1,25%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto que concede cerca de 15% de aumento para o Bolsa Família. Com o aumento linear, o piso dos pagamentos sai de R$ 600 para R$ 691, e a média dos benefícios de R$ 691 para R$ 777.
A alta foi justificada pelo governo pela previsão legal de dar reajuste inflacionário aos beneficiários, seguindo o INPC. Desde o início do programa até agosto, a inflação acumulada foi de 15,04%.
O governo afirma que tudo será feito dentro do espaço fiscal existente, sem variação da despesa total. O custo é de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027.