Economia

Durigan: governo faz dever de casa para reajustar Bolsa Família

Ministro Dario Durigan garante que aumento de 15% será absorvido no Orçamento sem alterar metas fiscais

Governo afirma que tudo será feito dentro do espaço fiscal existente, sem variação da despesa total
Governo afirma que tudo será feito dentro do espaço fiscal existente, sem variação da despesa total Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 17, que o reajuste de 15% no Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno tem previsão legal de acontecer. Há o compromisso de absorver o impacto no Orçamento de 2026 e 2027 sem alterar trajetória de meta ou de resultado fiscal.

"Nós estamos fazendo o dever de casa para incorporar no Orçamento que já está previsto para esse ano, então não tem solavanco, não tem mudança de rumo", comentou Durigan. Ele acrescentou que o impacto ajudará a retomar o poder de compra das pessoas e será acomodado no Orçamento do próximo ano.

Veja Também

O ministro disse ainda que o governo passou três anos aprimorando cadastros do Bolsa Família, com cruzamentos recorrentes. Mesmo depois do aumento, o impacto do programa em relação ao PIB sai de 1,5% no início do mandato e terminará em 1,25%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto que concede cerca de 15% de aumento para o Bolsa Família. Com o aumento linear, o piso dos pagamentos sai de R$ 600 para R$ 691, e a média dos benefícios de R$ 691 para R$ 777.

A alta foi justificada pelo governo pela previsão legal de dar reajuste inflacionário aos beneficiários, seguindo o INPC. Desde o início do programa até agosto, a inflação acumulada foi de 15,04%.

O governo afirma que tudo será feito dentro do espaço fiscal existente, sem variação da despesa total. O custo é de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027.

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio