Economia

Governo federal anuncia contenção total de R$ 16,1 bilhões em despesas em 2026

Medida, divulgada pelos ministérios do Planejamento e Fazenda, inclui bloqueio e contingenciamento para cumprir metas fiscais

Trata-se de uma redução de R$ 1,9 bilhão frente à contenção do terceiro bimestre, que era de R$ 17,9 bilhões
Trata-se de uma redução de R$ 1,9 bilhão frente à contenção do terceiro bimestre, que era de R$ 17,9 bilhões Foto : Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo federal anunciou, no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre, divulgado na manhã desta quinta-feira, 24, pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda, uma contenção total de R$ 16,1 bilhões, sendo R$ 2,4 bilhões em bloqueio e R$ 13,6 bilhões em contingenciamento.

Trata-se de uma redução de R$ 1,9 bilhão frente à contenção do terceiro bimestre, que era de R$ 17,9 bilhões. Houve uma reversão parcial do bloqueio indicado no último relatório, de R$ 17,9 bilhões para R$ 2,4 bilhões.

Essas despesas sujeitas aos limites seguem bloqueados para cumprir o limite de crescimento das despesas previsto no arcabouço fiscal.

Foi anunciado o primeiro contingenciamento de recursos do ano para atingir a meta fiscal de 2026, considerando o limite inferior da meta, no valor de R$ 13,6 bilhões.

O alvo é um superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto para mais ou para menos. O governo fixa primeiro o valor que deverá ser congelado nos relatórios bimestrais e, depois, esse montante é repartido entre as áreas.

Detalhamento

O detalhamento do impacto por pasta deve ocorrer até 30 de setembro, quando um decreto com o congelamento por área é publicado no Diário Oficial.

Os órgãos deverão indicar as programações a serem bloqueadas/contingenciadas em até cinco dias úteis após a publicação do decreto.

Estimativas

Após as deduções à meta — que agora somam R$ 67,3 bilhões, ante R$ 62,8 bilhões no relatório anterior —, o governo transformou a estimativa de superávit primário de 2026, que era de R$ 10,8 bilhões, em um déficit de R$ 13,6 bilhões.

Sem deduzir os R$ 67,3 bilhões de exceções, o resultado esperado para o ano é negativo em R$ 80,9 bilhões, ante um resultado negativo de R$ 52 bilhões no relatório anterior.

A previsão para as receitas primárias totais da União passou de R$ 3,237 trilhões para R$ 3,222 trilhões. Para a receita líquida, passou de R$ 2,594 trilhões para R$ 2,587 trilhões.

A projeção para a despesa total passou de R$ 2,646 trilhões para R$ 2,668 trilhões. As despesas discricionárias passaram de R$ 226,3 bilhões para R$ 244,4 bilhões.

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