O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 5 que as questões fiscais ainda não estão resolvidas no País, mas que o governo trabalha de "forma pragmática" para controlar os gastos e equilibrar as contas públicas.
"Não estamos colocando gastos para serem pagos pelas próximas gestões, estamos criando resiliência fiscal para o País", afirmou, durante entrevista à Jovem Pan News.
Para o ministro da Fazenda, o quadro fiscal melhorou nos últimos anos. "Conseguimos chegar a um equilíbrio em 2024 e estamos criando um superávit neste ano e no próximo", disse Durigan.
Sobre o corte de gastos, o ministro reiterou que "o governo aprovou diversas medidas neste sentido". Durigan também citou as bets, que começaram a pagar impostos na atual gestão. "Me parece muito justo", afirmou.
Efeitos da guerra
Na entrevista, o ministro da Fazenda também disse que o mundo todo se preocupa com os efeitos adversos da guerra no Oriente Médio, mas reiterou que o Brasil é um dos países menos afetados. "Essa é uma guerra alheia às nossas vontades", afirmou.
"Em outros países, o aumento nos preços dos combustíveis chegou aos 150% [após a eclosão do conflito]", disse o ministro. No Brasil, o reajuste foi de cerca de 20%, um dos menores do mundo, segundo Durigan, graças aos investimentos realizados nos primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na exploração de petróleo.
O ministro ainda repetiu que o Brasil está fazendo todos os esforços para manter a economia e os preços dos combustíveis estáveis durante a guerra.
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Desenrola já está ativo
Segundo Durigan, o Novo Desenrola Brasil já está valendo e que o governo está acompanhando as primeiras integrações com as instituições financeiras.
O ministro afirmou que grande parte do endividamento dos brasileiros vem de um período em que o Brasil tinha uma taxa de desemprego muito elevada. Durigan disse ainda que o novo programa já tem R$ 2 bilhões em caixa, oriundos de recursos não resgatados no sistema financeiro.
"Estamos tirando esse dinheiro da tesouraria dos bancos para colocar em um fundo privado, otimizando recursos do sistema financeiro para otimizar todo o sistema", afirmou. Durigan também disse que "caso haja necessidade, o governo já se predispôs a colocar mais R$ 5 bilhões no fundo".
Correios
Na entrevista, o ministro voltou a falar sobre a situação financeira delicada dos Correios. "Nunca deixei de mostrar a minha insatisfação com os Correios. Precisamos de um plano de reestruturação para a empresa. Do meu lado não existe nenhum tabu, porém não podemos achar que existem saídas fáceis para esse problema", afirmou.