A produção industrial nacional registrou um crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira. O resultado representa a expansão mais expressiva para o setor desde junho de 2024, quando o índice atingiu 4,4%. Com o desempenho, a indústria brasileira consegue se posicionar 1,8% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia), embora ainda amargue uma distância de 15,3% em relação ao seu recorde histórico, registrado em maio de 2011.
Na comparação com janeiro de 2025, o avanço foi de 0,2%, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos de taxas negativas. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor sustenta uma alta tímida de 0,5%.
Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por produtos químicos (6,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%), com as duas primeiras interrompendo dois meses consecutivos de queda, período em que acumularam recuos de 8,3% e 10,5%, respectivamente; e a última acumulando expansão de 7,1% em dois meses seguidos de crescimento na produção.
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Outras influências e o quadro geral
Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de indústrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,3%).
Por outro lado, entre as seis atividades que mostraram recuo na produção, a de máquinas e equipamentos (-6,7%) exerceu a principal influência na média da indústria e marcou a segunda taxa negativa consecutiva, período em que acumulou perda de 11,8%. Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de produtos alimentícios (-0,8%) e de celulose, papel e produtos de papel (-1,9%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis (6,3%) assinalou a taxa positiva mais acentuada em janeiro de 2026 e eliminou parte da queda de 7,7% acumulada nos dois últimos meses de 2025. Os setores produtores de bens de capital (2,0%), de bens intermediários (1,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,2%) também mostraram crescimento neste mês, com o primeiro interrompendo dois meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 7,9%; o segundo voltando a crescer após acumular redução de 3,8% nos quatro últimos meses de 2025; e o último eliminando o recuo de 0,8% registrado em dezembro de 2025.