Em um contexto de mudanças no mercado empresarial, os líderes e gestores precisam se atentar a alguns fatores: entre eles, as demandas pela inteligência artificial, as novas dinâmicas do ambiente de trabalho e a solidão do líder e do empresário. "Time é tudo. O empresário e o líder têm que estar conscientes de que vivemos dias que nunca antes houveram na história, de transformações tão rápidas. O empresário tem que pensar o que pode impactar no negócio e o que compete a ele estar agindo e decidindo para a empresa que quer construir amanhã, afirmou o CEO do grupo MegaOffice, Jonas Mattos.
Ele abriu a 7ª edição do MegaWork Experience, evento promovido pelo Grupo MegaOffice que ocorre ao longo desta sexta-feira no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre. As discussões do evento também se basearam na última pesquisa do Itaú Empresas com o Instituto Locomotiva, que revelou que 37% dos líderes de pequenas e médias empresas assumem sozinhos todas as decisões estratégicas, e 57% gostariam de poder dialogar mais com outros empresários para trocar experiências e soluções.
"Uma grande parte dos empresários, segundo as pesquisas mais atuais, se sente sozinho. Quanto mais ele não tem pares para trocar, mais essa solidão aumenta. É um ambiente complexo de novas necessidades das pessoas, de novas demandas e expectativas trazidas, e o pior erro que esse empresário pode cometer é estar sozinho, sem pares para troca. Empresário tem que estar no ambiente certo, com as conversas certas e próximo de quem está fazendo acontecer, de quem está fazendo a diferença nesses dias", complementou Mattos.
O evento, que reúne cerca de 500 empresários, busca trazer o contexto brasileiro do mercado e debater estratégias para que lideranças e gestores consigam colaborar para o crescimento saudável das empresas, e que seja um ambiente para desenvolver potenciais. Para Mattos, é importante utilizar a inteligência artificial não apenas no dia a dia, mas para rever os processos das próprias empresas. Ainda, para ele, há uma escassez de líderes preparados, que utilizam o tempo para resolver problemas imediatos e tarefas administrativas e menos tempo desenvolvendo pessoas. Segundo Mattos, os gestores também precisam focar também no feedback e na preparação para tomada de decisões importantes.
Entre os principais palestrantes do evento, também esteve o medalhista olímpico e referência em alta performance, Gustavo Borges. Com quatro medalhas olímpicas e 19 pan-americanas colecionadas, ele levou para o mundo dos negócios foco, preparo emocional e capacidade de performar sob pressão. “A tranquilidade e a paciência seriam duas virtudes gigantescas pra gente poder utilizar tudo aquilo que a gente tem ao nosso dispor e saber onde colocar o nosso dedo”, afirmou.
Olhando para os negócios, ele salientou a importância de prestar atenção em ferramentas que são necessárias em um mundo tecnológico e em mudanças. "A questão da velocidade e da inteligência artificial. Acho que a gente tem que tomar cuidado pra não se especializar e ficar bom em coisas que não importam. Tem muita gente se especializando e fazendo algo a mais que não faz diferença e que não mexe com o ponteiro dos negócios. Estou falando mais da visão de gestão da gestão do líder, de como ele pode se evoluir. A gente tem capacidade de utilizar essa velocidade com precisão".
Ao longo do evento, também subirão ao palco Dado Schneider, doutor em Comunicação pela PUCRS e criador da marca Claro, e Gabriel Carneiro, referência em desenvolvimento humano e autoconhecimento.
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