Trabalhadores dos Correios realizaram um trancaço, nesta terça-feira, no Complexo de Tratamento do Estado, na avenida Sertório, na zona Norte de Porto Alegre. A mobilização ocorreu no terceiro dia da greve dos trabalhadores dos Correios.
Das 6h às 15h, nenhuma carga entrou ou saiu da unidade, considerada o principal centro de tratamento da empresa no Rio Grande do Sul. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Rio Grande do Sul (Sintect-RS), o bloqueio afetou a circulação de objetos em toda a malha postal gaúcha, já que o complexo recebe, separa e encaminha cargas para diferentes regiões do Estado.
Segundo o Sintect-RS, a adesão ao movimento praticamente dobrou no Estado entre o primeiro e o segundo dia de paralisação. O sindicato gaúcho calcula que a paralisação atinge perto de 60% do operacional. A greve começou às 22h de quinta-feira, por tempo indeterminado, em todo o país.
Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a paralisação foi deflagrada após as negociações da campanha salarial terminarem sem acordo. Entre os principais pontos de discordância está o plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e familiares. A categoria também questiona a proposta mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que prevê um acordo por dois anos e, segundo os trabalhadores, não atende às reivindicações relacionadas ao plano de saúde.
No Rio Grande do Sul, a greve foi aprovada em assembleia pelos trabalhadores da base do Sintect-RS. O sindicato também aponta sobrecarga de trabalho, condições das unidades e veículos, fechamento de agências e mudanças na estrutura da empresa entre os motivos para a paralisação.