O gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer, defendeu nesta terça-feira a importância da estatal para adição e transição energética em um contexto pressionado pela geopolítica.
Ele reforçou a importância das bacias de Santos e Campos, que reúnem as maiores reservas de petróleo do pré-sal brasileiro, e da Margem Equatorial para assegurar um desenvolvimento energético mais sustentável.
"A produção de petróleo no Brasil tem relevância ambiental e de segurança energética. Quando o mundo sofreu tremendamente os efeitos dessa tensão no Oriente, o Brasil tinha uma empresa estatal atuando para garantir a segurança energética", disse durante painel no Rio Innovation Week.
"Nenhuma fonte energética deve ser descartada, especialmente aquelas em que o Brasil é líder." Considerada a nova fronteira exploratória brasileira, a petróleo na Margem Equatorial faz parte dos projetos da Petrobras com a perfuração no poço de Morpho.
A campanha já chegou à 8.ª e última fase e que, nos próximos dias, a estatal espera ter algum resultado. Ao comentar o peso de petróleo e gás na balança de exportação, o executivo defendeu a Petrobras como vetor de produção e desenvolvimento tecnológico, vinculando o avanço da agenda ESG à sustentação econômica das operações e das cidades envolvidas.
Ao defender a posição, o executivo lembrou que priorizar o óleo nacional reduz a necessidade de importação de produto com maior pegada de carbono.
"O Brasil precisa assumir compromissos ambientais, mas dentro de sua economicidade. O mercado privado também tem apetite para investir na transição energética, mas os projetos só ficarão de pé se forem a preços competitivos", argumentou. "Não podemos querer adotar soluções de países ricos, que não adotaram compromissos no passado", disse.