Economia

Petróleo fecha em queda por correção técnica, mas acumula salto de até 9% na semana

Cotação do barril registra correção parcial nesta sexta-feira, mas permanece em alta considerável impulsionada pela tensão no Oriente Médio

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 2,3% (US$ 2,43), a US$ 100,05 o barril
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 2,3% (US$ 2,43), a US$ 100,05 o barril Foto : BP Petroleum / Divulgação / CP Memória

O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 11, numa possível correção parcial após o forte aumento durante a semana impulsionado pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Uma ofensiva da milícia houthis, do Iêmen, contra regiões próximas ao Estreito de Bab-al-Mandeb colocou em risco o fluxo marítimo no trecho, que era a principal alternativa ao Estreito de Ormuz.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 2,3% (US$ 2,43), a US$ 100,05 o barril. O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 2,81% (US$ 3,02), a US$ 104,61 o barril.

Petróleo fecha em queda por correção técnica, mas acumula salto de até 9% na semana

Os houthis chegaram nesta sexta-feira à ilha de Perim, em Bab al-Mandeb, num avanço que pode ampliar o controle sobre a rota marítima. Forças do governo ienemita teriam se retirado da ilha, segundo imprensa internacional, enquanto os houthis também tomaram Dhubab, no Mar Vermelho.

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Em resposta, mais de 100 conselheiros militares dos EUA estão na Arábia Saudita fornecendo inteligência e apoio estratégico na definição de alvos contra os houthis, informou a CNN.

Ministros das Relações Exteriores do Golfo devem se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em Omã na segunda-feira, conforme reportado pelo Financial Times. O encontro faz parte dos esforços para obter apoio regional a um acordo temporário para a navegação em Ormuz.

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a escassez no mercado de produtos refinados é "mais aguda", classificando o choque na oferta de petróleo bruto como "insignificante" em comparação com produtos como diesel e gasolina. A entidade prevê, em relatório, quedas mais acentuadas no consumo e na oferta mundial de petróleo neste ano.

Para o analista da Raymond James, Pavel Molchanov, os dados da AIE sobre a demanda de petróleo colocam as perdas em pé de igualdade com os declínios combinados de 2008/09 durante a crise financeira global. "Uma parte da destruição dessa demanda pode ser permanente", alerta ele.

O governo dos EUA avalia como usar uma legislação de defesa para ampliar a capacidade de refino de petróleo no país, diante da vulnerabilidade da oferta global e disparada dos preços de combustíveis.

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