O Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho avançou 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano. Entre abril e junho, os três grandes segmentos da economia registraram crescimento, com destaque para a Agropecuária (+6,6%), seguida pelos Serviços (+0,4%) e pela Indústria (+0,2%). No mesmo período, o PIB do Brasil teve alta de 0,5%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a economia gaúcha cresceu 5,7%, quase três vezes acima da alta de 2,0% registrada pelo Brasil.
Considerando o primeiro semestre deste ano, a economia do Rio Grande do Sul cresceu 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, desempenho superior ao registrado pelo Brasil (1,9%). O resultado foi impulsionado pela Agropecuária (+19,7%), mas também contou com crescimento da Indústria (+2,0%) e dos Serviços (+1,1%), reforçando a trajetória de expansão da atividade econômica no Estado.
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Os números oficiais do PIB do Rio Grande do Sul são elaborados pelo Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), em convênio com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção e a divulgação dos indicadores ocorrem trimestralmente, após a publicação do PIB nacional pelo IBGE.
Desempenho por setor
Conforme o governo do Estado, na Agropecuária, o desempenho do segundo trimestre foi impulsionado pela recuperação da safra em relação a 2025, quando a produção foi afetada pela estiagem. A soja, principal cultura do segmento, apresentou alta de 34,4% na quantidade produzida, mesmo com redução de 1,3% na área plantada. O milho também registrou avanços, com crescimento de 21,8% na produção e de 16,1% na área cultivada. Na outra ponta, o arroz teve retração de 10,2% na quantidade produzida.
Na Indústria, o avanço de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior foi marcado pelo desempenho da Indústria de Transformação, que cresceu 3,2%. Oito das 14 atividades avaliadas registraram alta, com destaque para Produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (+25,1%), Veículos automotores, reboques e carrocerias (+24,4%) e Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (+22,9%). As principais quedas ocorreram em Máquinas e equipamentos (-20,8%), Couro e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-5,4%) e Produtos de borracha e material plástico (-3,5%).
Nos Serviços, o Estado registrou alta de 1,1% na comparação anual. O Comércio cresceu 1,3%, com avanço em oito das dez áreas avaliadas. Entre os destaques estão Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+14,8%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.