Porto Alegre registrou a terceira maior variação da prévia da inflação no Brasil em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou em 0,50%, atrás de Brasília (0,93%) e Recife (0,53%).
Em Porto Alegre, a variação acumulada no trimestre foi de 2,27% enquanto aquela medida em 12 meses foi de 4,99%.
A maior variação do IPCA-15 foi registrada em Brasília por conta das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (3,62%). Já o menor resultado (0,28%) ocorreu no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Salvador. Na primeira, destacam-se a hospedagem (-5,98%) e o seguro voluntário de veículos (-4,69%).
Em Curitiba, sobressaem os recuos do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-1,05%). Já em Salvador os destaques ficam com o café moído (-5,00%) e a gasolina (-1,53%).
Destaque para Alimentação e bebidas
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, destacam-se Alimentação e bebidas, com a maior variação (0,74%) e impacto (0,16 p.p.) e Habitação (0,72% e 0,11 p.p.). Juntos, os dois grupos respondem por cerca de 66% do resultado do mês. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,03% de Transportes e a alta de 0,47% de Saúde e cuidados pessoais.
O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na passagem de maio (1,38%) para junho (0,74%), destacando-se como grupo de maior variação e impacto (0,16 p.p.). A alimentação no domicílio saiu de 1,73% em maio para 0,87% em junho, com destaque para as altas da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). Os subitens tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço no 1º semestre, com acumulados de, respectivamente, 103,84%, 103,10% e 100,20%. No lado das quedas destacam-se o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%).
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,51% em maio para 0,40% em junho. A refeição (0,39%) registrou variação inferior à registrada no mês anterior (0,57%), enquanto o lanche aumentou de 0,37% para 0,45%, no mesmo período.
O grupo Habitação desacelerou de 1,03% em maio para 0,72% em junho. A energia elétrica residencial subiu 2,04%, configurando-se como o principal impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Além da vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos, a alta reflete a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 5,21% em Belo Horizonte (3,53%), a partir de 28 de maio; 3,86% em Recife (3,44%) vigente desde 29 de abril; 5,59% em Fortaleza (1,81%) e 4,78% em Salvador (2,18%), ambos com vigência desde 22 de abril.
Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,35%) reflete os seguintes reajustes: 2,52% em Curitiba (2,44%), desde 17 de maio e 3,97% em Brasília (1,99%), vigente desde 1º de junho. No subitem gás encanado, a variação de 0,13% foi resultado da combinação do reajuste médio de 3,00%, a partir de 1º de maio, com a redução média de 2,00%, em 1º de junho, ambos no Rio de Janeiro (0,44%).
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%.), sobressaem os artigos de higiene pessoal (1,03%), com destaque para o subitem perfume (2,22%), e o plano de saúde, cuja variação de 0,35% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, com percentual de 5,11%, vigente a partir de maio de 2026.