A espanhola Repsol anuncia nesta quinta-feira, 16, um acordo com o governo da Venezuela e a estatal PDVSA para reassumir o controle operacional de ativos no País, abrindo caminho para elevar a produção de petróleo.
A iniciativa ocorre em meio a uma flexibilização do ambiente regulatório e à tentativa de reativar o setor energético venezuelano. Em nota, a companhia informa que o acerto envolve o campo Petroquiriquire e prevê, além da retomada operacional, medidas para ampliar a produção, garantir mecanismos de pagamento e fortalecer o arcabouço de atuação no País.
O acordo está dentro do escopo da licença geral concedida pelo governo dos Estados Unidos, que permite investimentos de petroleiras estrangeiras na Venezuela. Segundo a Repsol, a produção atual no País gira em torno de 45 mil barris por dia, concentrada principalmente em Petroquiriquire, onde a PDVSA detém 60% e a empresa espanhola, 40%.
A companhia afirma estar preparada para elevar a produção em 50% em até 12 meses e triplicá-la em três anos, "desde que as condições necessárias sejam mantidas". O diretor executivo de Exploração e Produção da Repsol, Francisco Gea, destaca que a empresa já possui ativos e capacidades técnicas, operacionais e humanas para sustentar o aumento da produção.
O acordo também busca dar maior previsibilidade financeira às operações, em um contexto em que a Venezuela ainda acumula dívidas relevantes com a companhia. A Repsol atua na Venezuela desde 1993 e, diferentemente de outras petroleiras, manteve presença contínua mesmo durante períodos de maior instabilidade. Recentemente, a empresa também firmou, ao lado da italiana Eni, um acordo para garantir a continuidade da produção de gás natural em 2026.