O volume de serviços no Rio Grande do Sul recuou 2,1% em junho de 2026, na comparação com maio, registrando uma das maiores quedas entre os estados brasileiros, diferente da média nacional que apresentou estabilidade, com variação de 0,0% no período. Os números foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado de junho foi marcado por queda no volume de serviços em 16 das 27 unidades da Federação. Além do Rio Grande do Sul, as principais retrações mensais ocorreram no Pará (-3,6%), Espírito Santo (-2,2%), Distrito Federal (-1,6%) e Minas Gerais (-0,6%). Na direção oposta, São Paulo apresentou alta de 0,6%, Santa Catarina cresceu 0,9%, enquanto Rio de Janeiro e Alagoas avançaram 0,1% e 1,7%, respectivamente.
Na comparação com junho de 2025, o desempenho gaúcho também foi negativo, com retração de 2,9%, enquanto o País registrou crescimento de 2,0%. São Paulo teve a principal contribuição positiva, com alta de 4,2%, seguido por Bahia (5,6%), Santa Catarina (3,9%) e Alagoas (34,1%). Já os estados de Amazonas e Mato Grosso apresentaram as maiores quedas com 8,5% e 4,8%, respectivamente.
Queda em quatro atividades pesquisadas
A estabilidade nacional foi acompanhada por queda em quatro das cinco atividades pesquisadas. Os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 1,4%, enquanto outros serviços tiveram baixa de 2,2%, os serviços prestados às famílias caíram 1,2% e os transportes recuaram 0,1%. O único avanço veio de informação e comunicação, que cresceu 1,8% e acumulou alta de 3,0% nos últimos três meses.
Na comparação com junho de 2025, informação e comunicação foi novamente o principal destaque positivo, com crescimento de 9,4%. O resultado foi impulsionado por atividades como desenvolvimento e licenciamento de softwares, telecomunicações, serviços de tecnologia da informação, TV aberta e serviços de hospedagem na internet. Também cresceram os serviços profissionais, administrativos e complementares (2,8%) e os serviços prestados às famílias (1,7%).
O desempenho do primeiro semestre mostra que o setor de serviços brasileiro ainda mantém trajetória de crescimento. Entre janeiro e junho de 2026, o volume avançou 2,0% em relação ao mesmo período de 2025, com destaque para informação e comunicação, que cresceu 6,8%. Os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram alta de 2,4%, enquanto os serviços prestados às famílias avançaram 2,0%. Em sentido contrário, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio recuaram 1,2%.
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Turismo registra queda e transporte de passageiros também recua
Outro ponto de atenção nos dados de junho foi o desempenho das atividades turísticas, que recuaram 3,4% no Brasil em relação a maio. Foi o segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 3,8% no período. Na comparação anual, o turismo caiu 5,3%, no quarto resultado negativo seguido. Entre os 17 locais pesquisados, 16 registraram queda no mês.
O transporte também apresentou resultados negativos. O volume de transporte de passageiros caiu 4,0% em junho, registrando a segunda retração consecutiva e acumulando perda de 5,1%. Na comparação com junho do ano passado, a queda chegou a 11,1%. Já o transporte de cargas teve recuo mais moderado, de 0,1% no mês, mas apresentou crescimento de 0,5% na comparação anual.
No acumulado de janeiro a junho, o transporte de passageiros recuou 2,9%, enquanto o transporte de cargas teve leve alta de 0,4%. Os números reforçam a diferença entre os segmentos e ajudam a explicar a perda de ritmo observada em parte do setor de serviços, especialmente nas atividades ligadas ao transporte e ao turismo.