Economia

RS sobe no ranking de competitividade, com destaque na segurança pública e desafios na solidez fiscal

Assunto foi tema da reunião-almoço Tá Na Mesa, da Federasul

Governador Eduardo Leite foi um dos palestrantes do evento
Governador Eduardo Leite foi um dos palestrantes do evento Foto : Alina Souza

O Rio Grande do Sul alcançou a 4ª colocação geral no Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, segundo o mais recente levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP). É a melhor posição de sua história do ranking: o Estado ocupava o 5º lugar há três edições consecutivas. Mesmo com o processo de reconstrução pós enchentes, registrou destaque no contexto nacional, com o 1º lugar nos pilares de inovação e eficiência da máquina pública. Na segurança pública, subiu à segunda posição.

Apesar dos avanços, ainda há desafios para o Estado, como na solidez fiscal, na infraestrutura e nos potenciais de mercado. O assunto foi tema da reunião-almoço Tá Na Mesa, da Federasul, nesta quarta-feira. Participaram do debate o governador Eduardo Leite e a gerente de competitividade do Centro de Liderança Pública (CPL), Carla Marinho.

Segurança pública

Leite afirmou que a posição relacionada à segurança pública comprova a redução de sensação de insegurança no Estado, em um cenário diferente dos anos anteriores, e ressaltou a atuação do programa RS Seguro para o resultado.

"É indiscutível que [reduziram] os indicadores que impactam sensacional ação de segurança, a liberdade das pessoas saírem às ruas, de abrirem o seu comércio, de circularem pelas cidades, que historicamente foi ceifada nos diversos estados brasileiros, inclusive o Rio Grande do Sul", afirmou. "Hoje um estado muito mais seguro, não há mais esse risco ou patrimônio, que havia antes. É um trabalho contínuo das nossas forças de segurança que tem garantido essa redução da criminalidade", complementou o governador.

Equilíbrio frágil das contas

Leite também destacou que o governo passou por cenários adversos durante sua gestão, como crise fiscal, pandemia, estiagem e eventos climáticos extremos. "Poderíamos ser, eventualmente, um governo que estaria aqui se justificando pelo que não conseguiu fazer. Mas pelo contrário, mesmo com todo esse cenário adverso, nós somos um governo que conclui o seu ciclo com avanços em todas as áreas", disse, exemplificando os avanços na educação e nas parcerias com o setor privado.

O governador ainda pontuou o avanço no equilíbrio das contas – ainda que considere ser um equilíbrio frágil e com desafios na lei orçamentária. Leite ressalta que há desafios para 2027, assim como houve nos anos anteriores.

"De 50 anos, apenas 13 o governo teve superávit nas suas contas. Claro que houve decisões que geraram receitas extraordinárias com as privatizações e reformas que nos ajudaram a promover esse equilíbrio. Mas isso não caiu do céu, foi por decisão política. O Estado tomou providências, agiu sobre o descontrole das contas e tem as contas hoje organizadas, controladas e capacidade de investimento, mas ainda é um equilíbrio frágil."

Gerente de competitividade do Centro de Liderança Pública (CPL), Carla Marinho | Foto: Alina Souza

Metodologia do levantamento

O ranking avalia 10 pilares: inovação, infraestrutura, educação, capital humano, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, potencial de mercado, solidez fiscal, segurança pública e sustentabilidade social. Desses, três estão entre as posições intermediárias e finais no Estado: infraestrutura (16º), potencial de mercado (24º) e solidez fiscal (26º). Os dados de cada estado são recolhidos de fontes públicas de transparência, e que estejam disponíveis nas 27 unidades da Federação. Entre os bancos, estão o DataSUS, INEP, IBGE e SIDRA.

Carla Marinho explicou que há indicadores de "peso", que podem levar o Estado a outro patamar. Os principais são segurança pública e infraestrutura. É realizada uma métrica comparável entre os estados para a elaboração dos indicadores.

"Todos esses pilares, é importante dizer, têm um conjunto de indicadores. Tem indicadores que vão acabar puxando o estado para uma performance melhor, ou mais desafiadora. Todo pilar pode ter potenciais desafios. Não significa que estou falando do conjunto inteiro. É importante olhar essa média de todos os indicadores conjuntos."

As regiões Sul, Sudeste e Oeste ainda dominam as primeiras colocações do ranking. Já as regiões Norte e Nordeste estão com mais dificuldades de ganhar posições. Depois de 14 anos de liderança consecutiva, São Paulo foi ultrapassado por Santa Catarina, alcançando a liderança geral do ranking de competitividade dos estados.

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