O Data Center World Brasil ainda não terminou e já é considerado um sucesso, nas palavras de representantes da Informa Eventos, organizadora da exposição realizada no São Paulo Expo, em São Paulo. Pela primeira vez no Brasil, o evento tem 3,5 mil visitantes inscritos, superando em mil a meta dos organizadores, além de 42 empresas no segmento de infraestrutura de data centers, 100% dos espaços vendidos e um número superior a 110 reuniões agendadas conectando patrocinadores a grandes compradores finais.
“Isso mostra o quanto pessoas são interessados em data center, quanto dinheiro tem aí, mas mais do que isto, quantas oportunidades tem aí para o desenvolvimento do país na geração de emprego e qualificação de mão-de-obra”, disse o diretor do Data Center World Brasil, Leonardo Benedicto. A feira é realizada em conjunto com o Futurecom, ambos da mesma organizadora e este um evento já consolidado no cenário de tecnologia, telecomunicações e segmentos associados.
E neste cenário, o Rio Grande do Sul tem sido visto com bons olhos, na esteira de projetos como os de R$ 500 milhões da Parks para uma estrutura do tipo em Cachoeirinha, na região Metropolitana, e o Scala AI City, em Eldorado do Sul, de R$ 3 bilhões. Outra empresa envolvida com o RS que expõe na feira paulistana é a V.tal, responsável pelo cabo submarino Malbec, que ingressa no território gaúcho pelo município de Balneário Pinhal, no litoral Norte.
Data Center World Brasil 2026 e participação da Kingston no evento
“O Rio Grande do Sul tem projetos muito atrativos, assim como outros estados também têm”, pontuou Benedicto. Já o head de infraestrutura e tecnologia da Informa Markets, Fernando d’Ascola, destacou “corredores cheios, expositores felizes, muito encontro e muito networking” nos pavilhões 1 e 2 do São Paulo Expo, onde as feiras são realizadas conjuntamente.
O Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), sancionado em setembro pelo governo federal, é bem visto pelo setor, além de discussões durante o evento pontuarem a necessidade de maior carga e disponibilidade de energia, especialmente renovável, de maneira principal visando ao avanço da inteligência artificial e da computação em nuvem.
“Não basta ter projetos e investimentos. É preciso ter disponibilidade energética, conectividade e segurança para colocar essa infraestrutura de pé e mantê-la em operação. Dada essa dinâmica de mercado e às fortalezas únicas do Brasil no que diz respeito à abundância de água, matriz energética renovável, em especial que é uma vantagem competitiva, precisávamos ter um evento que fosse essa plataforma, e é para isso que o Data Center World Brasil chega”, disse Leonardo.
Ele destacou ainda que o congresso busca “desmistificar mitos” relacionados a questão ambiental e mostrar a preocupação real do setor, combatendo visões distorcidas sobre o uso de água por meio de dados reais e curadoria técnica. Para conter esse impacto, a feira destacou tecnologias avançadas de climatização para data centers, como sistemas de refrigeração líquida, refrigeração evaporativa e gestão inteligente de efluentes e água.