Economia

“RS tem projetos muito atrativos em data centers”, diz diretor de feira nacional do setor

Data Center World Brasil prossegue até esta quinta-feira, em São Paulo

Leonardo Benedicto é o diretor responsável pelo Data Center World Brasil
Leonardo Benedicto é o diretor responsável pelo Data Center World Brasil Foto : Divulgação / Futurecom / CP

O Data Center World Brasil ainda não terminou e já é considerado um sucesso, nas palavras de representantes da Informa Eventos, organizadora da exposição realizada no São Paulo Expo, em São Paulo. Pela primeira vez no Brasil, o evento tem 3,5 mil visitantes inscritos, superando em mil a meta dos organizadores, além de 42 empresas no segmento de infraestrutura de data centers, 100% dos espaços vendidos e um número superior a 110 reuniões agendadas conectando patrocinadores a grandes compradores finais.

“Isso mostra o quanto pessoas são interessados em data center, quanto dinheiro tem aí, mas mais do que isto, quantas oportunidades tem aí para o desenvolvimento do país na geração de emprego e qualificação de mão-de-obra”, disse o diretor do Data Center World Brasil, Leonardo Benedicto. A feira é realizada em conjunto com o Futurecom, ambos da mesma organizadora e este um evento já consolidado no cenário de tecnologia, telecomunicações e segmentos associados.

E neste cenário, o Rio Grande do Sul tem sido visto com bons olhos, na esteira de projetos como os de R$ 500 milhões da Parks para uma estrutura do tipo em Cachoeirinha, na região Metropolitana, e o Scala AI City, em Eldorado do Sul, de R$ 3 bilhões. Outra empresa envolvida com o RS que expõe na feira paulistana é a V.tal, responsável pelo cabo submarino Malbec, que ingressa no território gaúcho pelo município de Balneário Pinhal, no litoral Norte.

“O Rio Grande do Sul tem projetos muito atrativos, assim como outros estados também têm”, pontuou Benedicto. Já o head de infraestrutura e tecnologia da Informa Markets, Fernando d’Ascola, destacou “corredores cheios, expositores felizes, muito encontro e muito networking” nos pavilhões 1 e 2 do São Paulo Expo, onde as feiras são realizadas conjuntamente.

O Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), sancionado em setembro pelo governo federal, é bem visto pelo setor, além de discussões durante o evento pontuarem a necessidade de maior carga e disponibilidade de energia, especialmente renovável, de maneira principal visando ao avanço da inteligência artificial e da computação em nuvem.

“Não basta ter projetos e investimentos. É preciso ter disponibilidade energética, conectividade e segurança para colocar essa infraestrutura de pé e mantê-la em operação. Dada essa dinâmica de mercado e às fortalezas únicas do Brasil no que diz respeito à abundância de água, matriz energética renovável, em especial que é uma vantagem competitiva, precisávamos ter um evento que fosse essa plataforma, e é para isso que o Data Center World Brasil chega”, disse Leonardo.

Ele destacou ainda que o congresso busca “desmistificar mitos” relacionados a questão ambiental e mostrar a preocupação real do setor, combatendo visões distorcidas sobre o uso de água por meio de dados reais e curadoria técnica. Para conter esse impacto, a feira destacou tecnologias avançadas de climatização para data centers, como sistemas de refrigeração líquida, refrigeração evaporativa e gestão inteligente de efluentes e água.

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