Economia

Saiba como se prevenir de golpes financeiros no Carnaval

Com a atenção redobrada e dicas de segurança, foliões podem aproveitar o Carnaval sem cair em armadilhas de fraudes financeiras e estelionatos

Combinação de multidões e consumo imediato cria o ambiente ideal para crimes como o golpe da maquininha
Combinação de multidões e consumo imediato cria o ambiente ideal para crimes como o golpe da maquininha Foto : Rodilei Morais / FOTOARENA / Estadão Conteúdo / CP

Prejuízos durante as festas de Carnaval podem ser evitados com medidas preventivas simples, mas eficazes. Segundo Felipe Paniago, cofundador do Reclame Aqui, a atenção deve ser redobrada com o uso de cartões em blocos e o manuseio de celulares em locais de grande aglomeração.

A combinação de multidões e consumo imediato cria o ambiente ideal para crimes como o golpe da maquininha, que lidera as ocorrências nesta época do ano.

Como identificar e evitar o golpe da maquininha

Criminosos utilizam táticas como a troca física de cartões após a distração do folião, o uso de aparelhos adulterados para roubo de dados, cobranças duplicadas sob pretexto de erro na transação e a alteração de valores no visor no momento da digitação.

Para se proteger, é fundamental conferir o valor na tela antes de aproximar o cartão ou digitar a senha, além de evitar realizar pagamentos em aparelhos que pareçam fora do padrão habitual. Guardar o dinheiro em espécie de forma segura também permanece como uma alternativa válida para compras de baixo valor.

Segurança no PIX e proteção digital

O PIX, embora prático, é alvo constante de fraudes envolvendo QR Codes falsos. Para reduzir riscos, as recomendações incluem ativar biometria ou reconhecimento facial para cada transação e configurar limites baixos para pagamentos por aproximação durante o período festivo.

Manter o celular com bloqueio de tela robusto e proteção extra em aplicativos bancários é essencial, já que o furto do aparelho pode abrir caminho para transferências indevidas.

Ingressos falsos e fraudes em abadás

A venda de acessos irregulares a camarotes e festas privadas é outra modalidade comum de estelionato. Golpistas criam sites falsos e perfis em redes sociais com ofertas muito abaixo do preço de mercado, utilizando o senso de urgência para atrair vítimas. Foi o caso da jornalista Alice Gomes, de 42 anos, que caiu em um golpe de ingresso falso.

A orientação é adquirir entradas exclusivamente por plataformas oficiais e desconfiar de vendedores que exijam pagamento exclusivo via PIX ou transferência sem qualquer garantia de entrega.

Veja Também

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio