A Sulgás vai investir R$ 163,7 milhões em 2026 no Rio Grande do Sul, seu maior investimento da história, pretendendo alcançar 11.395 novos clientes somente neste ano, anunciou a companhia na manhã desta quinta-feira, em evento no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Projetos de ampliação do uso do biometano também foram destacados. A apresentação do plano de investimentos da Sulgás teve a presença do governador Eduardo Leite, do CEO da companhia, Marcelo Leite, e da secretária Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann.
Privatizada em 2022, a empresa prevê começar, em novembro deste ano, e terminar em sete a dez anos, a ligação para os vales do Rio Pardo e Taquari, com novos 190 quilômetros de rede subterrânea de gás natural entre os municípios de Triunfo e Santa Cruz do Sul, conectando sete cidades. Planeja também construir novos 84,4 quilômetros de redes em áreas onde já atua, sendo 69,4 quilômetros na Região Metropolitana; 9,3 quilômetros na Serra; e 5,7 quilômetros na região das Hortênsias.
“Não queremos uma operação que suba e desça ao longo dos anos, mas que cresça de forma perene e sustentável. Nosso investimento é acreditando no gás natural e acreditando no Rio Grande do Sul”, disse o CEO da Sulgás, citando os esforços de reconstrução da empresa durante as enchentes. “Não faltou gás para o Estado”, citou ele. No ano de 2031, a Sulgás prevê investir R$ 213 milhões, e a cifra poderá alcançar R$ 1 bilhão no período entre 2026 a 2031, dentro das estimativas do plano plurianual da companhia.
Em 2017, antes da privatização, a Sulgás tinha 1.095 quilômetros de rede, e em 2021, chegou a 1.377 quilômetros. Em 2026, a meta é alcançar 1.671 quilômetros, e daqui a cinco anos, 2.137 quilômetros. Entre 2022, primeiro ano da privatização, e 2031, são mais 760 quilômetros, disse a companhia. O biometano terá um reforço no investimento, com o primeiro hub deste biocombustível renovável, estando em andamento o Sulgás BioHub, que será construído em Esteio, na Região Metropolitana.
O edital para que produtores possam fornecer o biometano na rede ou utilizar a infraestrutura dele, foi lançado em abril. 14 projetos de 12 municípios já manifestaram interesse, com potencial de injeção de 370 mil metros cúbicos por dia. Outro projeto é tornar Passo Fundo, no Planalto Médio, o primeiro município gaúcho com rede local 100% biometano. Para isso, o traçado preliminar prevê a construção de 19 quilômetros de gasodutos subterrâneos.
O plano da transição energética também inclui a conversão de frotas de transporte pesado, como ônibus e caminhões, para o gás natural, buscando reduzir o uso do diesel e estruturando os chamados “Corredores Verdes”, de postos de alta vazão nas principais rodovias gaúchas. “Uma companhia que praticamente quadruplica o volume de investimentos que amplia sua base de clientes em cerca de 80%, faz isso com uma eficiência que o poder público não consegue alcançar. Dá pra brigar com as palavras, mas brigar com os números não dá, e os números estão atestando o caminho correto que adotamos”, afirmou o governador.