Economia

Taxa de desemprego cai para 5,3% em julho, afirma IBGE

População desocupada soma 5,8 milhões de pessoas

População desocupada soma 5,8 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE
População desocupada soma 5,8 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE Foto : Alina Souza / CP Memória

A taxa de desemprego (5,3%) no trimestre encerrado em julho caiu 0,5 p.p. (ponto percentual) frente ao trimestre terminado em abril (5,8%) e recuou 0,3 p.p. ante o trimestre de maio a julho de 2025 (5,6%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada (5,8 milhões) diminuiu 8,0% (menos 503 mil pessoas) na comparação com o trimestre de fevereiro a abril (6,3 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,1 milhões), houve queda de 4,9% (menos 299 mil pessoas).

A população ocupada (103,3 milhões) foi a maior da série histórica, com alta de 1,0% no trimestre (mais 1,0 milhão de pessoas) e aumento de 0,9% no ano (mais 899 mil pessoas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,9% com variação de 0,5 p.p. no trimestre (58,4%) e ficou estável no ano (58,8%).

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Subutilização e desalento

De acordo com os dados do IBGE, a taxa composta de subutilização (13,0%) caiu 0,8 p.p. frente ao trimestre anterior (13,8%) e teve queda de 1,1 p.p. no ano (14,1%). A população subutilizada (14,9 milhões) caiu 5,2% no trimestre (menos 819 mil pessoas) e recuou 7,7% no ano (menos 1,2 milhão de pessoas).

A população subocupada por insuficiência de horas (4,2 milhões) ficou estável (-0,3%) no trimestre (menos 12 mil pessoas) e recuou 7,4% no ano (menos 336 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,4 milhões) ficou estável (-0,3%) no trimestre (menos 170 mil pessoas) e cresceu 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 721 mil pessoas).

A população desalentada (2,3 milhões) caiu 9,7% no trimestre (menos 248 mil pessoas) e registrou queda de 14,1% no ano (menos 380 mil pessoas). O percentual de desalentados (2,1%) variou -0,2 p.p. no trimestre (2,3%) e -0,3 p.p. no ano (2,4%).

Carteira assinada e informalidade

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, o maior contingente da série. Houve estabilidade no trimestre (0,4%) e no ano (0,8%). O número de empregados sem carteira no setor privado (13,8 milhões) cresceu 3,6% no trimestre (mais 477 mil pessoas) e ficou estável (2,1%) no ano (mais 283 mil pessoas). Com esses resultados, o contingente de empregados no setor privado também foi o maior da série (53,2 milhões de pessoas).

O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre (0,3%) e no ano (0,6%). Já o número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) ficou estável (-0,4%) no trimestre (menos 23 mil pessoas) e recuou 4,2% no ano (menos 236 mil pessoas).

A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,2% (ou 38,1 milhões) no trimestre encerrado em abril e 37,8% (ou 38,8 milhões) no trimestre de maio a julho de 2025.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.762) ficou estável no trimestre (-0,7%) e cresceu 3,3% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 383,5 bilhões) foi a maior da série, com estabilidade (0,2%) no trimestre (mais R$ 904 milhões) e crescimento de 4,1% (mais R$ 15,1 bilhões) no ano.

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