Economia

Taxa de desemprego cai para 5,6% no trimestre encerrado em maio, aponta IBGE

População desocupada apresenta queda de 9,3 em relação ao trimestre do ano anterior

Número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,3 milhões
Número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,3 milhões Foto : Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio, de acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%.

No trimestre móvel até abril, a taxa de desocupação estava em 5,8%. A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.726,00 no trimestre encerrado em maio. O resultado representa alta de 4,0% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 377,7 bilhões no trimestre encerrado em maio, alta de 4,8% ante igual período do ano passado.

População ocupada registra aumento no trimestre

A população desocupada registrou estabilidade na comparação com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, e ficou com 6,1 milhões de pessoas, cem mil a menos. No confronto com igual trimestre do ano anterior, a queda foi mais acentuada, de 9,3%, ou menos 624 mil pessoas.

A população ocupada, cerca de 102,7 milhões de pessoas, registrou alta de 0,5% no trimestre (mais 558 mil pessoas) e aumento de 0,8% no ano (mais 840 mil). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,6%, com variação de 0,2 no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável ano (58,6%).

A população subocupada por insuficiência de horas (4,1 milhões) caiu 5,7% no trimestre (menos 251 mil pessoas) e recuou 10,6% no ano (4,6 milhões). A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 1,7% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 1,1 milhão de pessoas).

Veja Também

Já a população desalentada mostrou redução de 10,2% no trimestre e ficou em 2,4 milhões pessoas.

Informalidade

A taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), contra 37,5% (ou 38,3 milhões) no trimestre encerrado em fevereiro e 37,8% (ou 38,5 milhões) no trimestre de março a maio de 2025.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.726) ficou estável no trimestre e cresceu 4,0% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 377,7 bilhões) ficou estável no trimestre e cresceu 4,8% (mais R$ 17,3 bilhões) no ano.

Setor privado

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,3 milhões. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e no ano.

O número de trabalhadores por conta própria, cerca de 26 milhões, ficou estável no trimestre e no ano. Já o número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 328 mil pessoas no ano.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de março a maio de 2026 chegou a 108,8 milhões de pessoas, aumento de 381 mil pessoas (0,4%), quando comparada com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve estabilidade.

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio