Economia

Taxa de desemprego fica em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, revela IBGE

População desocupada registrou aumento na comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2025

Taxa de desemprego fica em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, revela IBGE
Taxa de desemprego fica em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, revela IBGE Foto : Marcello Casal / Agência Brasil / CP

A taxa de desemprego (5,8%) no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 cresceu frente ao trimestre de setembro a novembro de 2025 (5,2%) e caiu 1,0 p.p. ante o trimestre móvel de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 (6,8%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada (6,2 milhões) registrou aumento na comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2025 (5,6 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (7,3 milhões), houve queda de 14,8% (menos 1,1 milhão de pessoas).

A população ocupada (102,1 milhões) registrou queda de 0,8% no trimestre (menos 874 mil pessoas) e aumento de 1,5% no ano (mais 1,5 milhão). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,4%, com queda de 0,6 no trimestre (59,0%) e crescendo 0,4 p.p. no ano (58,0%).

A taxa composta de subutilização (14,1%) cresceu frente ao trimestre anterior (13,5%) e teve queda de 1,6 p.p. no ano (15,7%). A população subutilizada (16,1 milhões) cresceu 4,4% no trimestre (mais 675 mil) e recuou 10,5% no ano (menos 1,9 milhão de pessoas).

A população subocupada por insuficiência de horas (4,4 milhões) ficou estável nas duas comparações. A população fora da força de trabalho (66,6 milhões) cresceu 0,9% no trimestre (mais 608 mil) e 1,4% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 942 mil pessoas).

A população desalentada (2,7 milhões) ficou estável no trimestre e teve redução de 14,9% (menos 477 mil pessoas) no ano (3,2 milhões). O percentual de desalentados (2,4%) mostrou estabilidade no trimestre e queda de 0,4 p.p. no ano (2,9%).

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,2 milhões. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões) mostrou redução de 342 mil pessoas no trimestre e estabilidade no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,2% no ano (mais 798 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e no ano.

A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), contra 37,7% (ou 38,8 milhões) no trimestre encerrado em novembro e 38,1% (ou 38,4 milhões) no trimestre de dezembro de 2024 a janeiro de 2025.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.679) cresceu 2,0% no trimestre e 5,2% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 371,1 bilhões) ficou estável no trimestre e cresceu 6,9% (mais R$ 24,1 bilhões) no ano.

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