Há cinco dias, trabalhadores do setor de cargas de Pelotas e região aprovaram em assembleia o indicativo de greve. Às 5h desta quarta-feira, a paralisação começou e atingiu em torno de 13 empresas do setor. No entanto, à tarde, a formalização de um acordo encerrou a mobilização. A decisão pela greve ocorreu por conta de uma série de tentativas de negociação entre os sindicatos dos Trabalhadores Rodoviários de Pelotas e Região e o patronal.
Em assembleia realizada no dia 12 de agosto, a categoria rejeitou a proposta patronal e aprovou o indicativo de greve. Posteriormente, voltou a ser convocada para deliberar sobre os encaminhamentos do movimento. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Pelotas e Região, Claudiomiro Amaral, esteve à frente da mobilização e acompanhou diretamente o movimento a partir das primeiras horas desta quarta-feira.
Segundo ele, o movimento ocorreu após sucessivas rodadas de negociação e duas reprovações da categoria às propostas apresentadas pela representação patronal. Inicialmente, a entidade representativa patronal ofereceu aos trabalhadores 4,11% de reajuste, índice correspondente ao INPC do período. Na prática, a proposta representava a reposição da inflação, sem qualquer ganho real aos trabalhadores.
A reivindicação dos trabalhadores era o INPC de 4,11%, acrescido de 2% de ganho real, totalizando 6,11% de reajuste, além da garantia do pagamento dos valores retroativos correspondentes ao período de negociação. Dos cerca 1,2 mil trabalhadores da categoria, em torno de 400 participaram da greve desta quarta-feira. O movimento também contou com o apoio de entidades sindicais que já estão em Pelotas para acompanhar a mobilização e prestar solidariedade aos trabalhadores.
Entre as entidades presentes esteve a Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Rio Grande do Sul (Fetrarod), presidida por Tacimer Kulmann, que mobilizou dirigentes para acompanhar de perto o movimento dos trabalhadores do setor de cargas. Durante a tarde, um acordo encerrou a greve. “A negociação saiu da proposta do INPC do período, que é 4,11% no salário-base e as demais vantagens para 6%. Destes 1% retroativo a 1º de maio, em forma de abono, e mais 1% a ser pago no mês de janeiro. Os percentuais passam a intregar o salário-base a partir de 2027”, explicou Amaral. Além disso, a diária de alimentação também terá 25% de reajuste no almoço e 12% no jantar. “Tudo retroativo a 1° de maio”, completou Amaral. O valor do café da manhã permanece inalterado.
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