Economia

“Vamos incentivar as empresas para superar as adversidades”, diz próximo presidente do Conselho do Prêmio Exportação RS

Rafael Biedermann assume no lugar de Fabrício Forest que comandou a gestão de 2018 – 2024

Rafael Biedermann (D) e Fabrício Forest (E)
Rafael Biedermann (D) e Fabrício Forest (E) Foto : Pedro Piegas

A partir de 2025, o Conselho do Prêmio Exportação RS terá um novo presidente. Rafael Biedermann assume no lugar de Fabrício Forest que comandou a gestão de 2018 – 2024.

Forest afirmou que “o caminho para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul passa pelas exportações”, e ressaltou que o prêmio avançou durante a sua gestão, onde as novas estratégias ocupam a agenda do ano inteiro, além da noite do grande evento Prêmio Exportação RS, que está na 52ª edição. Ele destacou o Almoço Exportação, arena técnica e a arena jovem, além dos projetos sociais, que provocam e trazem para a pauta o assunto exportação.

Forest lembrou que o RS já chegou a ocupar o 3º e 4º lugar em volume de exportação e agora está em 7º , entretanto, em relação ao número de empresas exportadoras, o RS é o segundo Estado, ficando atrás de São Paulo. E considerou que o Rio Grande do Sul tem um “baita potencial para ser desenvolvido”, sublinhando que o grande objetivo do prêmio é estimular as empresas para ultrapassar fronteiras.

Forest também lembrou que há anos o RS vem passando por diferentes desafios como estiagem, pandemia e enchente, entretanto considerou que os investimentos em infraestrutura logística vão proporcionar maior competitividade. “Eu acredito firmemente que não haverá desenvolvimento social sem desenvolvimento econômico”, declarou afirmando que é é importante dar mais condições para a exportação do agro gaúcho, que atualmente é responsável por 40% a 50% das exportações do Estado.

Rafael Biedermann considerou que a potencialidade do Conselho do Prêmio, com a união de diferentes entidades, é única no país, e que todas elas têm uma mesma missão, “que é transformar o RS no maior Exportador do Brasil”, afirmou dizendo que o gaúcho tem um “DNA exportador”, destacando que “o proposito do prêmio é reconhecer e inspirar”.

Biedermann ressaltou a importância de incentivar as empresas. “Nosso papel aqui é inspirar essas empresas e as pessoas que estão nas empresas para superarem as adversidades. Então a mensagem é sempre inspirar para atravessar essas crises”, sublinhou afirmando que acredita muito em planejamento e nas inspirações das histórias que as empresas contam.

O Conselho do Prêmio Exportação RS é formado por 16 entidades das mais importantes do setor. São elas: ADVB/RS, ApexBrasil, Badesul, Banco do Brasil, Banrisul, BRDE, FARSUL, Federasul, Fecomércio-RS, FIERGS, Transforma RS, Lide-RS, Portos RS, Sebrae RS, Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio Grande do Sul (Sedec RS) e UFRGS.

Momento favorável para o agronegócio brasileiro

Durante o Almoço da Exportação que abordou as perspectivas para o agronegócio em 2025, o engenheiro agrônomo e economista Alexandre Mendonça de Barros considerou que as políticas protecionistas e imigratórias nos Estados Unidos, consideradas pelo novo presidente, Donald Trump, vão impactar positivamente na exportação do agronegócio brasileiro, e por consequência no Rio Grande do Sul.

Alexandre Barros alerta para o fortalecimento do dólar e aumento da demanda chinesa | Foto: Pedro Piegas

Barros destacou que o aumento de tarifas sobre importações nos EUA elevaria os preços internos, gerando inflação, aumento dos juros e fortalecimento do dólar. “Isso tende a enfraquecer o real frente ao dólar, beneficiando as exportações brasileiras”. E as restrições à entrada de imigrantes e deportações nos EUA apertariam ainda mais o mercado de trabalho, aumentando salários, consumo e inflação, reforçando o aumento dos juros e a valorização do dólar. Já o corte de impostos e aumento de gastos aumentariam o déficit americano, exigindo mais financiamento externo, o que também eleva juros e fortalece o dólar.

“Da última vez que isso aconteceu, em 2018, os chineses colocaram uma tarifa de 25% sobre a soja americana. E todo mundo comprou a soja do Brasil, e isso deve acontecer de novo. Só que dessa vez, a China, diferentemente de 2018, importa muito mais milho, importa DDG (subproduto da produção de etanol de milho), importa sorgo. Veja que semana passada, os chineses abriram o mercado brasileiro de DDG, de sorgo. Isso para mim já é uma antecipação do que eles estão esperando, que vai ser a guerra comercial”, explicou considerando, também, um aumento da importação de carne bovina.

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