O acordo proposto entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio também inclui o Líbano, onde Israel vem atacando o grupo pró-iraniano Hezbollah, afirmou uma autoridade americana de alto escalão nesta sexta-feira (12).
"Inclui o Líbano, inclui o Irã, inclui os países da costa do Golfo e inclui Israel", disse a autoridade do governo a jornalistas em uma ligação.
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Confrontos recentes e a posição de Israel
O anúncio ocorre em meio a novos confrontos no sul do Líbano. O movimento libanês pró-Irã Hezbollah afirmou que seus combatentes enfrentaram forças israelenses que avançavam em direção a Majdal Zoun, cidade localizada a cinco quilômetros da fronteira, na noite de quinta-feira (11), com "salvas repetidas de foguetes", o que teria obrigado as tropas a recuar. Nesta sexta, o grupo relatou novo enfrentamento na mesma área, com uso de "armas leves e de médio calibre, bem como com foguetes".
O Exército israelense, por sua vez, emitiu ordem de evacuação para três vilarejos no sul do Líbano. A Agência Nacional de Informação do Líbano relatou uma série de ataques, inclusive em localidades não contempladas no aviso israelense.
O Líbano foi arrastado para o conflito em 2 de março, quando o Hezbollah atacou território israelense em apoio ao Irã. Desde então, Israel bombardeia seu vizinho tendo como alvo o movimento xiita, que, em resposta, tem atacado o norte israelense e as posições ocupadas por Israel no sul libanês. As operações israelenses no país causaram a morte de mais de 3.700 pessoas, segundo autoridades libanesas.