Pelo menos dez pessoas morrem neste domingo (26) em ataques na Rússia e na Ucrânia, em meio a uma escalada marcada por um aumento significativo no número de vítimas civis.
Esses ataques ocorrem um dia depois de 20 pessoas morrerem em ambos os países, em meio à intensificação dos ataques de longo alcance, enquanto as negociações para pôr fim a mais de quatro anos de guerra permanecem paralisadas.
As autoridades ucranianas acusam Moscou de atacar um supermercado na cidade de Chernihiv, no norte do País, perto de Belarus e longe da linha de frente. "Como consequência do ataque, duas pessoas morrem, incluindo uma criança de 10 anos", declara o prefeito da cidade, Dmytro Bryzhinsky, nas redes sociais.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirma que 13 pessoas ficam feridas no que chamou de "ataque com drones profundamente cínico contra um supermercado comum".
Zelensky também declara que uma pessoa morre em bombardeios na província de Zaporizhzhia, no sul do País, e outra em um ataque russo a um prédio residencial em Kharkiv, no nordeste. Ele ainda afirma que Moscou lança mísseis balísticos contra Kiev, causando vários feridos.
"Este é um ato deliberado de terrorismo por parte da Rússia, sem qualquer justificativa militar", declara o presidente ucraniano.
Em Horlivka, localidade controlada pela Rússia no leste da Ucrânia, um ataque com drones ucranianos contra um ponto de ônibus mata quatro pessoas e deixa sete feridos, segundo autoridades de ocupação russas.
Outra pessoa morre na parte ocupada da região sul de Kherson, de acordo com autoridades designadas por Moscou naquela área. Na região fronteiriça russa de Belgorod, as autoridades relatam uma morte causada por um ataque com drone ucraniano na vila de Smorodino.
As negociações mediadas pelos Estados Unidos para pôr fim aos combates estão paralisadas. O Kremlin ocupa grandes áreas do leste e do sul da Ucrânia e reitera sua intenção de tomar o restante do leste pela força.
Um novo ataque russo contra a Ucrânia tem causado grande preocupação internacional, evidenciando a persistência do conflito na região.