Mundo

Após protestos, ex-presidente do Paraguai deixa prisão domiciliar e é levado a quartel militar

Santiago Peña deixa prisão domiciliar em Assunção após protestos e destituição pelo Congresso

Protesto em frente à casa do presidente paraguaio destituído, Santiago Peña, após ele ser colocado em prisão domiciliar
Protesto em frente à casa do presidente paraguaio destituído, Santiago Peña, após ele ser colocado em prisão domiciliar Foto : DANIEL DUARTE / AFP

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido para uma unidade militar em Assunção na noite de sexta-feira, 6, horas após ser destituído pelo Congresso e ter a prisão domiciliar decretada pela Justiça. A informação foi publicada pelo jornal paraguaio La Nación.

A transferência ocorreu por motivos de segurança, em meio a protestos em frente à residência onde Peña cumpria prisão domiciliar. Manifestantes exigiam que ele fosse levado a uma unidade prisional, e houve confronto com a polícia. Já segundo o jornal paraguaio ABC, a comitiva que deixou o local foi recebida com xingamentos e ovadas.

A transferência foi para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), um quartel militar em Assunção que abriga uma unidade de elite das Forças Armadas paraguaias. A instalação é utilizada para a segurança do chefe de Estado e de seus familiares, além de receber autoridades estrangeiras em visitas oficiais. Portanto, não se trata de uma prisão.

Veja Também

Impeachment e nova liderança no Paraguai

Peña foi destituído do cargo na tarde de sexta-feira, após a aprovação de seu impeachment pelo Congresso. Na sequência, a Justiça decretou sua prisão domiciliar por suposto envolvimento no escândalo do banco Ueno, cuja quebra desencadeou uma crise econômica e política no País. A crise também levou à renúncia do presidente do Banco Central e de outras autoridades paraguaias.

Com a saída de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana tomou posse como novo chefe de Estado ainda na sexta-feira, 6.