A Arábia Saudita atribuiu, nesta sexta-feira (11), o ataque ao oleoduto Leste-Oeste, que provocou seu fechamento, a drones lançados do Iraque, segundo a chancelaria. O Ministério das Relações Exteriores condenou, em um comunicado, "o ataque ao oleoduto Leste-Oeste nas regiões de Riade e Medina (oeste) por vários drones procedentes do Iraque, o que causou vítimas humanas e danos que estão sendo reparados atualmente". Agressões ocorrem em meio a retaliações de Irã e EUA no Oriente Médio.
"O oleoduto foi fechado preventivamente", havia informado anteriormente um funcionário do Ministério da Energia. A pedido do primeiro-ministro iraquiano, Riade "optou por não responder neste momento e apoiar os esforços do governo iraquiano (...) para prevenir ataques lançados do Iraque contra o Reino e países vizinhos", disse o ministro das Relações Exteriores. Mas ele enfatizou que a Arábia Saudita "se reserva o direito a tomar todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, sua segurança e suas instalações".
"O governo iraquiano condena os ataques contra o irmão Reino da Arábia Saudita e reafirma seu repúdio a qualquer agressão que mine a segurança e a estabilidade do reino, ou prejudique as sólidas relações fraternas entre os dois países", disse, em nota, o gabinete do primeiro-ministro iraquiano, Ali al Zaidi.
Posteriormente, o gabinete confirmou que o ataque veio de território iraquiano. Anunciou no X a destituição do comandante responsável pela região de Missan (sul), "após ser confirmado que os ataques direcionados contra nossos irmãos no Reino da Arábia Saudita partiram de um local situado nessa província".
"O oleoduto foi fechado como medida de precaução", havia indicado anteriormente um funcionário do Ministério da Energia saudita, ao especificar que os ataques deixaram vários feridos. Desde o início da guerra no Oriente Médio, Riade aumentou o uso dessa instalação, que conecta Abqaiq, perto do Golfo, ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho, para contornar o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irã.