O governo da Argentina elevou, neste sábado, 28, o nível de segurança em todo o território nacional e embaixadas a "alto" após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e os bombardeios em represália de Teerã.
A medida abrange "todos os alvos sensíveis do país, assim como a infraestrutura crítica e a comunidade judaica". Também implica o reforço dos controles fronteiriços, segundo um comunicado divulgado no X pelo gabinete do presidente Javier Milei.
A justiça argentina responsabiliza o Irã e o movimento libanês Hezbollah pelo atentado contra a mutual judaica AMIA, em 1994, que deixou 85 mortos e centenas de feridos.
A decisão do presidente argentino visa "garantir a integridade, a vida e a liberdade dos habitantes do território nacional", diz o comunicado.
"Neste contexto, por meio da pasta ministerial competente, serão fortalecidos, de modo preventivo, os dispositivos de proteção e segurança dos alvos referidos, incluindo o reforço da custódia das representações diplomáticas estrangeiras no país", detalhou.
O dispositivo implica, ainda, o monitoramento da situação no Oriente Médio, em cooperação com agências internacionais, "a fim de assegurar a detecção imediata de possíveis riscos ou ameaças contra a segurança nacional".
Em janeiro, o governo de Milei incluiu as Forças Quds da Guarda Revolucionária iraniana no registro de pessoas e organizações apontadas como "terroristas".
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A justiça argentina acredita que houve vínculos entre este grupo militar e o atentado realizado com um carro-bomba contra a AMIA.
Mais de três décadas depois, o caso permanece sem punição. A justiça argentina impulsiona a realização de um julgamento à revelia contra dez acusados iranianos e libaneses.
— Oficina del Presidente (@OPRArgentina) February 28, 2026