Uma missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) fechou um acordo com autoridades argentinas para a liberação de cerca de 900 milhões de dólares (R$ 4,8 bilhões) do programa de crédito de quatro anos, informou a instituição nesta terça-feira.
"Políticas macroeconômicas disciplinadas e reformas orientadas para o mercado continuam apoiando a desinflação e as melhorias na posição externa da Argentina, com um acúmulo de reservas que supera os compromissos do programa", ressaltou o Fundo.
- FMI aprova crédito de US$ 20 bilhões para a Argentina
- FMI fecha novo acordo técnico com Argentina e pode liberar cerca de US$ 1 bilhão
- Argentina quer primeiro desembolso “alto” do FMI
O Mecanismo de Financiamento Ampliado (EFF, sigla em inglês) foi aprovado pelo FMI há um ano, no valor de 20 bilhões de dólares (R$ 107 bilhões). O novo repasse deve ser ratificado em dezembro pela diretoria do Fundo.
Resultados econômicos e apoio internacional
"O programa das autoridades apoiado pelo FMI continua apresentando resultados impressionantes, apesar do contexto mundial mais complexo", ressaltou o Fundo.
"As reservas internacionais líquidas superaram a meta do fim de junho em cerca de 4 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões), o banco central comprou cerca de 16 bilhões de dólares (R$ 85,6 bilhões) desde o começo do ano e o Tesouro captou mais de 5 bilhões de dólares (R$ 26,8 bilhões) em moeda estrangeira nos mercados locais."
Sob o governo ultraliberal de Javier Milei, a Argentina reduziu a inflação de forma contundente, graças a cortes drásticos nos gastos públicos, que geraram protestos. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, visitou o país sul-americano em julho, em um gesto de apoio, após anos de críticas mútuas.