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Ataques à Cruz Vermelha na RD Congo dificultam luta contra ebola

Violência contra trabalhadores humanitários afeta esforços para conter surto mortal na República Democrática do Congo, onde mais de 2.500 pessoas já morreram

Ataques foram um alarmante lembrete dos riscos enfrentados pelos trabalhadores humanitários
Ataques foram um alarmante lembrete dos riscos enfrentados pelos trabalhadores humanitários Foto : SOPHIE DOUCE / AFP

A Cruz Vermelha classificou como "inaceitáveis" os ataques perpetrados na semana passada na República Democrática do Congo (RDC). Seis trabalhadores que participavam dos esforços desesperados para conter o mortal surto de ebola ficaram feridos.

"Os ataques contra voluntários e pessoal humanitário são inaceitáveis", declarou o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em um comunicado. A nota foi emitida juntamente com as sociedades da Cruz Vermelha da República Democrática do Congo e de Uganda.

O comunicado indica que, em 17 de agosto, um comboio da Cruz Vermelha de Uganda foi atacado na província de Ituri, epicentro do surto. Uma pessoa ficou gravemente ferida e duas ambulâncias foram apedrejadas e vandalizadas.

No dia seguinte, dois voluntários ficaram feridos enquanto tentavam realizar um enterro na província de Alto Uele. Eles foram retirados da área para receber atendimento médico e, durante o traslado, dois veículos sofreram danos.

Na quarta-feira, em Beni, na província de Kivu do Norte, três voluntários foram "atacados e feridos". Equipamentos utilizados no combate ao ebola também foram destruídos.

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Cada uma dessas ações "dificulta a contenção da epidemia", apontou o comunicado. Os ataques foram um alarmante lembrete dos riscos enfrentados pelos trabalhadores humanitários.

"O respeito pelo pessoal humanitário e pelas atividades humanitárias é essencial para garantir que as comunidades afetadas por epidemias e outras crises continuem recebendo a assistência e os serviços de que precisam com urgência", afirmou a organização.

Ao todo, 12 voluntários ficaram feridos e várias ambulâncias sofreram danos. Equipamentos de resposta a emergências foram destruídos em 11 incidentes violentos desde que o surto de ebola foi declarado em 15 de maio.

Segundo a OMS, foram registradas 2.557 mortes em um total de 5.375 casos confirmados de ebola na República Democrática do Congo.