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Ataques de rebeldes houthis do Iêmen deixam 73 feridos na Arábia Saudita

Mísseis e drones atingiram instalações petrolíferas e base aérea; coalizão liderada por Riade promete resposta

Rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram vários alvos no sudoeste da Arábia Saudita
Rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram vários alvos no sudoeste da Arábia Saudita Foto : Yemen National Resistance Forces / AFP

Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram vários alvos no sudoeste da Arábia Saudita, incluindo instalações da empresa de petróleo Aramco. Os ataques deixaram 73 pessoas feridas, informaram nesta terça-feira (8) as duas partes.

Segundo o Ansarollah, um veículo de comunicação próximo aos houthis, os rebeldes atacaram com drones e mísseis o Aeroporto Internacional de Abha. Também foram alvo a base aérea Rei Khalid e instalações do grupo petrolífero saudita Aramco em Abha e Jizan.

O porta-voz dos houthis, Yahya Saree, reivindicou pouco depois "uma operação militar de grande envergadura e de longo alcance". A ação contou com a ajuda de "dezenas de mísseis balísticos e drones", em resposta a "121 bombardeios" efetuados por Riade no Iêmen nos últimos três dias.

Ataques contra civis

O ataque dos houthis deixou 73 pessoas feridas, informou uma coalizão militar internacional liderada pela Arábia Saudita e aliada ao governo do Iêmen. Os bombardeios tiveram como alvos "locais civis e econômicos", e deixaram 73 civis feridos.

A coalizão afirmou em um comunicado que "tomará todas as medidas e ações necessárias para responder à origem da ameaça e neutralizar o perigo que representa".

Os houthis, que nos últimos dias lançaram uma ofensiva no Iêmen, acusaram na segunda-feira Riade de ter atacado diferentes regiões do País, em uma guerra cada vez mais intensa.

Segundo a agência de notícias Saba, vinculada ao movimento rebelde, os mísseis e a aviação saudita atingiram as províncias de Jawf (norte), Al Bayda e Marib (centro) e Taiz (sudoeste).

Os ataques atingiram, entre outros lugares, a prisão de Al Hazm, na província de Jawf. Nesse local, 11 pessoas morreram, incluindo uma criança que visitava um parente, segundo a mesma fonte.

Neste País empobrecido, que voltou ao cenário de guerra em julho, em meio a um conflito regional, os rebeldes lançaram na semana passada uma nova ofensiva. O objetivo é avançar em direção às zonas que margeiam o estratégico Estreito de Bab el Mandeb.

Os conflitos com as forças pró-governamentais iemenitas no sudoeste deixaram mais de 300 mortos desde quinta-feira. A situação obrigou muitas famílias a fugir, segundo fontes dos dois lados entrevistadas pela AFP.

Bab el Mandeb, uma rota comercial estratégica que liga a Ásia à Europa pelo Mar Vermelho e o Canal de Suez, ganhou importância. Isso ocorreu desde o início da guerra no Oriente Médio e do bloqueio, por parte do Irã, do Estreito de Ormuz, do outro lado da península arábica.

O Iêmen é o último País a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro.