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Bill e Hillary Clinton pedem depoimento público sobre caso Epstein

Decisão de comparecer ocorreu após ameaças dos republicanos de uma votação por desacato

Bill e Hillary Clinton foram intimados para esclarecer vínculos com Jeffrey Epstein
Bill e Hillary Clinton foram intimados para esclarecer vínculos com Jeffrey Epstein Foto : MANDEL NGAN / AFP

O ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton solicitaram que seus depoimentos ao Congresso dos Estados Unidos, marcados para o fim de fevereiro, sejam realizados em audiência pública. O casal, intimado pelo Comitê de Supervisão da Câmara para esclarecer vínculos com Jeffrey Epstein, busca evitar que o conteúdo das oitivas seja politizado ou distorcido.

A decisão de comparecer ocorreu após ameaças dos republicanos de uma votação por desacato.

Conflito de narrativas

Hillary Clinton prestará depoimento no dia 26 de fevereiro, seguida por Bill Clinton no dia 27. O ex-presidente classificou a proposta de depoimento a portas fechadas como um "tribunal irregular" e desafiou os congressistas na rede social X a realizarem uma audiência aberta.

Os democratas acusam a comissão, liderada por republicanos, de usar a investigação como arma política para favorecer Donald Trump — que também possui histórico de associação com Epstein, mas não foi convocado a depor.

Registros e arquivos de Epstein

A pressão sobre os Clinton intensificou-se após o Departamento de Justiça divulgar mais de três milhões de documentos e mídias relacionados ao financista, morto em 2019. Embora Bill Clinton apareça com frequência nos arquivos, não surgiram provas de atividades criminosas envolvendo o casal.

O ex-presidente admite ter usado o avião de Epstein para missões humanitárias da Fundação Clinton no início dos anos 2000, mas nega ter visitado a ilha privada do financista.

Hillary Clinton, que já disputou a presidência contra Trump em 2016, reiterou que nunca manteve relação significativa com Epstein, jamais utilizou sua aeronave ou visitou suas propriedades.

Ao aceitar o depoimento, ela enfatizou que todas as informações pertinentes já foram fornecidas ao comitê, insistindo que, se houver um confronto político, ele deve ocorrer diante do escrutínio público para garantir a integridade do processo de supervisão legislativa.

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