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Bombardeios de Israel no Líbano deixam 52 mortos e 154 feridos

Exército israelense promete mais ataques e Hezbollah é pressionado a entregar armas

Exército israelense advertiu que os bombardeios podem se estender por "muitos dias"
Exército israelense advertiu que os bombardeios podem se estender por "muitos dias" Foto : NIDAL SOLH / AFP

Os bombardeios israelenses contra bastiões do Hezbollah no Líbano deixaram pelo menos 52 mortos e 154 feridos, segundo um novo balanço oficial divulgado nesta segunda-feira (2). O registro anterior contabilizava 31 mortos e 149 feridos. Os ataques nos subúrbios da capital, Beirute, e em áreas do sul e do leste do país obrigaram 28.500 pessoas a fugir de suas casas, afirmou a unidade de gestão de desastres do governo. Esta escalada ocorreu subsequentemente ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e reacende um conflito regional já tenso, conforme reportado em uma reportagem sobre a escalada entre Israel e Hezbollah.

O Exército israelense advertiu que os bombardeios podem se estender por "muitos dias", prometendo que o Hezbollah "pagará caro" pela agressão. Em um ataque significativo, Israel afirmou ter matado o chefe de inteligência do grupo, Hussein Moukalled, em Beirute, no domingo anterior.

Em resposta à crescente violência, o governo libanês proibiu "todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah" e exigiu que o grupo "entregue suas armas ao Estado". O presidente do Líbano, Joseph Aoun, lamentou a insistência em usar o Líbano como plataforma para guerras.

Escalada aérea e alvos

Após os lançamentos de foguetes e drones do Líbano, o Hezbollah anunciou ter disparado mísseis e drones contra a região de Haifa. Simultaneamente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciaram uma operação aérea em larga escala com ataques em território iraniano e libanês, mobilizando centenas de aviões contra alvos estratégicos.

A tensão é parte de um cenário mais amplo de intensificação do conflito regional, no qual Estados Unidos e Israel buscam "aniquilar o eixo de resistência" liderado por Teerã, que inclui o Hezbollah, o Hamas, rebeldes huthis no Iêmen e milícias no Iraque.

Essa ofensiva ocorre após a recente operação 'Fúria Épica' lançada pelos EUA e Israel contra o Irã, que tinha como objetivo "eliminar ameaças iminentes" e visava à queda do regime iraniano, conforme declarado pelo então presidente americano Donald Trump.

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Respostas e impactos regionais

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou a conclusão de uma série de ataques contra Israel, alegando ter atingido o complexo governamental em Tel Aviv, além de centros militares e de segurança em Haifa e Jerusalém Oriental.

Os ataques de EUA e Israel ao Irã deixaram o Oriente Médio em alerta, com explosões registradas em diversas cidades do Golfo e em território iraniano. Em meio ao medo, moradores de Teerã foram aconselhados a deixar a cidade por mensagens de texto do governo.

A situação tensa inclui bombardeios que seguiram neste domingo, com líderes iranianos entre os alvos, embora o aiatolá Khamenei tenha sobrevivido. Vídeos mostram as explosões após a ofensiva.

O conflito é acompanhado ao vivo por agências de notícias, enquanto Israel e EUA lançam uma ofensiva conjunta para combater o que consideram uma "ameaça existencial". Globalmente, líderes como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a Rússia pedem máxima moderação e o cessar imediato das ações militares, com a ONU convocando reunião urgente.