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Bombardeios israelenses deixam 13 mortos em Gaza

Ataques ocorrem apesar do Hamas ter aceitado plano de paz nos EUA e levantam preocupação com esforços diplomáticos

Bombardeios israelenses deixam 13 mortos em Gaza
Bombardeios israelenses deixam 13 mortos em Gaza Foto : Omar Al-Qatta / AFP / CP

Novos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza mataram pelo menos 13 pessoas em todo o território, informou a Defesa Civil neste domingo. Os ataques aconteceram apesar de o movimento islamista Hamas ter anunciado na sexta-feira que havia aceitado a fase final de um plano de paz promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê a entrega de suas armas e a retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza.

Israel não se pronunciou oficialmente sobre o acordo, mas uma fonte política comentou à AFP que "não haverá nenhuma retirada" sem o desarmamento do Hamas. Autoridades da Defesa Civil de Gaza afirmaram neste domingo que oito pessoas morreram em bombardeios executados durante a noite contra vários prédios residenciais. Algumas horas mais tarde, as mesmas fontes anunciaram as mortes de outras cinco pessoas.

Detalhes dos ataques

Um ataque de um helicóptero contra um apartamento ao sul da localidade de Deir al Balah matou um homem e sua esposa e deixou vários feridos, afirmou o porta-voz da Defesa Civil Palestina, Mahmoud Bassal. Um idoso e uma criança morreram em outro ataque contra um apartamento no oeste da Cidade de Gaza. Três pessoas, incluindo um menor de idade, faleceram em um ataque contra outro apartamento na cidade de Khan Yunis.

Outra pessoa morreu "em um ataque israelense com drone contra um grupo de civis perto de um campo de deslocados" em Jabaliya. A Defesa Civil também afirmou que três pessoas da mesma família, entre elas uma mulher grávida, morreram em um ataque contra um prédio na Cidade de Gaza, e dois irmãos que estavam em um veículo morreram em um ataque com drone em Deir al Balah.

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O Exército israelense não comentou as informações. Ghazi Hamad, um dos negociadores do Hamas, condenou os ataques neste domingo e disse à AFP que "a escalada de Israel em Gaza hoje confirma que Israel não quer chegar a um acordo".

Reações e esforços diplomáticos

No sábado, outras oito pessoas morreram em ataques israelenses na Faixa de Gaza, que também atingiram o depósito de material médico de um hospital.

As restrições impostas aos meios de comunicação e o acesso limitado à Faixa de Gaza impedem a AFP de verificar de forma independente os números ou de cobrir livremente a violência no território.

Nikolai Mladenov, alto representante do Conselho de Paz, o órgão internacional que supervisiona o plano para Gaza apoiado pelos Estados Unidos, disse que os últimos ataques comprometeram os esforços diplomáticos para a implementação do plano. "Dois dias de ataques em Gaza mataram civis e destruíram suprimentos médicos dos quais as pessoas dependem", escreveu no X.

"Isso acontece após os esforços intensos do Conselho de Paz e dos mediadores (...) para levar as facções palestinas em Gaza a concordar com um caminho para a implementação completa do plano do presidente Trump", acrescentou.