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Calor extremo já causou mais de 1,3 mil mortes na Europa, diz OMS

Organização Mundial da Saúde confirma óbitos em meio a onda de calor que assola o continente, com milhões de pessoas sob risco

Em Munique, onde a temperatura atingiu 36ºC, chafarizes refrescaram pessoas contra o calor
Em Munique, onde a temperatura atingiu 36ºC, chafarizes refrescaram pessoas contra o calor Foto : MICHAELA STACHE / AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou neste domingo (28) que mais de 1.300 mortes foram atribuídas à onda de calor que assola a Europa desde 21 de junho.

"Mais de 1.300 mortes adicionais foram registradas desde 21 de junho em decorrência das altas temperaturas na Europa", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no X. "Atualmente, 150 milhões de pessoas vivem em condições de calor extremo, centenas morreram, escolas estão fechadas e as redes elétricas estão sob forte pressão", acrescentou.

Calor extremo continua no domingo

Pelo menos 191 milhões de pessoas na Europa, particularmente na Alemanha, Polônia, Hungria e República Tcheca, enfrentarão temperaturas acima de 35°C em algum momento neste domingo (28), segundo cálculos da AFP. Esse número representa uma leve queda em relação ao sábado.

No total, espera-se que as temperaturas máximas ultrapassem 30°C para mais de 381 milhões de pessoas em toda a Europa (excluindo a Turquia), uma redução em relação aos mais de 400 milhões do dia anterior. Essa análise, baseada em previsões do serviço meteorológico alemão e em projeções populacionais para 2025 do Joint Research Center, está alinhada com os dados da ONG austríaca Klimadashboard.

No sábado, um modelo meteorológico processado às 03h00 GMT (00h00 de Brasília) havia previsto temperaturas acima de 35°C para pelo menos 193 milhões de pessoas. Espera-se que as temperaturas superem 35°C em praticamente toda a Polônia, Hungria e República Tcheca neste domingo, assim como para 42 milhões de pessoas em grandes áreas da Alemanha, especialmente em Berlim. Eslováquia, Sérvia, Croácia, Itália e Áustria, além do oeste da Ucrânia, também serão afetadas.

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Previsão para a França e metodologia de cálculo

Na França continental, onde a previsão é de que o alerta vermelho seja suspenso na noite de domingo, cerca de 11 milhões de pessoas serão afetadas. Para determinar esses números, a AFP utilizou um método semelhante ao do Klimadashboard, cruzando dados de densidade populacional com o modelo de previsão do tempo do Deutscher Wetterdienst (DWD), o serviço meteorológico alemão, calculado às 03h00 GMT. Os habitantes de uma determinada área são contabilizados se o modelo prever temperaturas superiores a 30°C ou 35°C nesse local.

Como o modelo tem uma resolução de aproximadamente 6,5 km, ele não consegue captar totalmente as ilhas de calor urbanas, disse à AFP David Jablonski, da ONG Klimadashboard. Consequentemente, a análise "provavelmente subestima o número de pessoas afetadas em áreas urbanas densamente povoadas", observa a organização em sua página "European Heat Tracker".