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Candidato democrata acusado de estupro desiste de disputa-chave pelo Senado

Segundo a legislação do estado do Maine, os democratas podem substituir Platner por ele desistir antes do prazo final de 13 de julho

O candidato democrata ao Senado dos Estados Unidos Graham Platner encerrou sua campanha nesta quarta-feira (8), após uma acusação de estupro ameaçar comprometer uma das principais chances do Partido Democrata de conquistar uma cadeira atualmente ocupada pelos republicanos. "Estamos suspendendo as operações da campanha", disse Platner em um vídeo publicado na rede social X. "Isto é incrivelmente difícil, porque sei que alguns vão achar que é uma admissão de culpa, e definitivamente não é.. Estamos fazendo isso por causa das estruturas que estão sendo tomadas de nós por aqueles que detêm o poder", acrescentou.

Segundo a legislação do estado do Maine, os democratas podem substituir Platner na cédula eleitoral porque ele desistiu da disputa antes do prazo final de 13 de julho. O partido tem até 27 de julho para escolher um novo candidato.

Na segunda-feira, o site Politico informou que Jenny Racicot, moradora do Maine de 41 anos e ex-companheira de Platner, o acusou de forçá-la a manter relações sexuais no fim de 2021, apesar de repetidas negativas.

Após a denúncia, a campanha perdeu rapidamente o apoio de lideranças democratas, desde integrantes da cúpula política em Washington até parlamentares progressistas e ativistas que haviam apoiado sua candidatura.

O desfecho representa uma reviravolta para um candidato que, poucas semanas atrás, era apontado por aliados como um exemplo de que uma mensagem mais dura contra o establishment poderia atrair eleitores insatisfeitos com a postura considerada cautelosa do Partido Democrata.

Veterano da Marinha, produtor de ostras e estreante na política, Platner venceu as primárias democratas do mês passado no estado do Maine, no nordeste dos Estados Unidos.