Mundo

Chefe da diplomacia da UE pede respeito à “soberania da Groenlândia”

Território pertence à Dinamarca

Chefe da diplomacia da UE pede respeito à “soberania da Groenlândia”
Chefe da diplomacia da UE pede respeito à “soberania da Groenlândia” Foto : Nikolai Linares / Ritzau Scanpix / AFP

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, defendeu nesta quinta-feira (9) a “integridade territorial e a soberania” do território da Groenlândia, que nesta semana foi alvo de declarações expansionistas do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A Groenlândia faz parte da Dinamarca (...) Temos que respeitar a integridade territorial e a soberania da Groenlândia”, disse Kallas. A ilha da Groenlândia é um território autônomo cujo sistema judiciário, política monetária, relações internacionais e defesa dependem da Dinamarca.

Recursos minerais e importância geoestratégica

O território autônomo dinamarquês da Groenlândia, maior que o México e coberto por gelo em 80% de sua extensão, é cobiçado por seus potenciais recursos minerais e sua importância geoestratégica a ponto de despertar o desejo de anexação por parte de Donald Trump.

O presidente eleito dos Estados Unidos considerou antes do Natal que controlar a Groenlândia era uma "necessidade absoluta" para a "segurança nacional e a liberdade no mundo", e não descartou o uso da força para tomá-la.

"Uma forma de imperialismo”

As declarações provocaram temor tanto neste território quanto na Dinamarca, assim como em outros países da União Europeia.

O porta-voz do governo francês denunciou "uma forma de imperialismo", enquanto seu homólogo alemão ressaltou que "as fronteiras não podem ser deslocadas pela força".

O chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou por sua vez que seu país se mantém "aberto ao diálogo" para salvaguardar os interesses de Washington na Groenlândia, em um momento em que aumentam as rivalidades com a China e a Rússia na região.

"A ideia expressada sobre a Groenlândia obviamente não é boa, mas talvez o mais importante seja que obviamente isso não vai acontecer", tentou atenuar o chefe da diplomacia dos Estados Unidos em fim de mandato, Anthony Blinken.

Veja Também