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Chefe de gabinete de Milei que ocultou US$ 500 mil deixa de ser porta-voz

Manuel Adorni, no entanto, continua no cargo após admitir ter ocultado meio milhão de dólares em suas declarações de bens

Manuel Adorni está sendo investigado por escândalo de suposto enriquecimento ilícito
Manuel Adorni está sendo investigado por escândalo de suposto enriquecimento ilícito Foto : LUIS ROBAYO /AFP /CP

O governo argentino designa nesta sexta-feira (19) um novo porta-voz presidencial, função que até agora era ocupada informalmente pelo chefe de Gabinete de ministros, Manuel Adorni, figura central de um escândalo por suposto enriquecimento ilícito.

O anúncio foi feito pelo próprio Adorni após uma reunião com o presidente Javier Milei. "Adrián Ravier será o novo porta-voz presidencial", publicou Adorni no X. "Todo o sucesso nesta nova etapa", afirmou o ministro, que segue como chefe de Gabinete do governo.

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Acusações de ocultação de bens

Adorni, uma das figuras mais próximas de Milei, admitiu na semana passada ter ocultado 500 mil dólares (R$ 2,6 milhões) em suas declarações de bens, em um caso que o colocou na mira da Justiça e da oposição. Ele afirmou que se tratava de economias "não declaradas" provenientes de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018.

Isso contradiz suas declarações anteriores ao Congresso, onde em abril havia sustentado que "nunca houve ocultação alguma" de seu patrimônio. O caso é investigado pela Justiça Federal junto com denúncias sobre compra e reforma de imóveis por centenas de milhares de dólares, e a cada semana tem um novo capítulo.

O último foi um suposto recibo de compra de roupa de cama, mesa e banho por cerca de 5.600 dólares (R$ 28,9 mil). Adorni, de 46 anos, começou no governo como porta-voz presidencial em 2023 e passou à chefia de Gabinete em novembro passado.