A China revogou a condenação à morte de um cidadão canadense acusado de tráfico de drogas, informou nesta sexta-feira (6) uma fonte governamental do Canadá à AFP, em um possível sinal de distensão diplomática entre os dois países.
O funcionário, que pediu anonimato, confirmou a decisão do tribunal chinês.
A condenação à morte de Robert Lloyd Schellenberg por suposto tráfico de drogas foi imposta em 2019, durante um período de fortes tensões diplomáticas após a prisão, em Vancouver, da diretora financeira da empresa Huawei, Meng Wanzhou, em cumprimento a um mandado dos Estados Unidos.
Em janeiro, os Estados Unidos anunciaram a imposição de tarifas de 100% às importações canadenses se Ottawa concluísse um novo acordo comercial com a China, reforçando uma ameaça semelhante feita anteriormente pelo presidente Donald Trump.
“Não podemos permitir que o Canadá se torne uma porta de entrada pela qual os chineses inundem os Estados Unidos com seus produtos baratos”, declarou o secretário do Tesouro, Scott Bessent. "Há a possibilidade de tarifas de 100% se eles fecharem um acordo de livre-comércio”.
Durante uma visita a Pequim em 16 de janeiro, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou um descongelamento nas relações bilaterais com a China, ao afirmar que os dois países haviam alcançado uma "nova parceria estratégica” e um acordo comercial preliminar.
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Em paralelo aos sinais de aproximação entre Canadá e China, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a adotar um discurso crítico em relação a acordos comerciais com Pequim. Ao comentar a visita do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a Xangai, Trump classificou como “muito perigoso” qualquer acordo comercial entre o Reino Unido e a China, em 30 de janeiro.
Trump, porém, ampliou o tom de alerta ao mencionar o Canadá. "E é ainda mais perigoso, eu acho, para o Canadá fazer negócios com a China", disse, acrescentando: "O Canadá não vai bem. Eles estão indo muito mal." Segundo ele, "você não pode olhar para a China como a solução."