Cuba confirmou nesta segunda-feira, 20, que "recentemente" manteve conversas em Havana com autoridades dos Estados Unidos, segundo declarou um alto diplomata do Ministério das Relações Exteriores cubano a um veículo oficial da ilha.
"Posso confirmar que recentemente foi realizado aqui em Cuba um encontro entre delegações de Cuba e Estados Unidos", afirmou Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais Cuba-Estados Unidos da chancelaria, ao jornal comunista Granma.
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Segundo o Axios, que cita um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, os representantes de Washington fizeram várias exigências ao governo cubano para dar continuidade ao processo de negociações, entre elas a libertação de presos políticos.
No entanto, a chancelaria da ilha negou nesta segunda-feira essas afirmações.
"No âmbito da reunião, nenhuma das partes estabeleceu prazos nem fez exigências de caráter coercitivo, como foi mencionado por meios de comunicação americanos. Todo o intercâmbio ocorreu de forma respeitosa e profissional", afirmou García.
O diplomata cubano mencionou que "a eliminação do cerco energético contra o país foi um tema de máxima prioridade" para a delegação da ilha e classificou o atual processo de conversas com os Estados Unidos como "um tema sensível", tratado com "discrição".
Havana e Washington mantêm conversas em um momento de fortes tensões entre ambos os governos, desde que, em janeiro, a administração do presidente Donald Trump começou a aplicar uma política de máxima pressão contra a ilha comunista, exigindo mudanças e o corte das importações de petróleo no país.