Cuba sofreu, nesta sexta-feira, um novo apagão generalizado, o sétimo do ano, em meio a uma forte escassez de combustível, sob pressão de Washington. "Houve uma desconexão total do Sistema Elétrico", informou o Ministério das Minas e Energia no X, sem especificar a causa. Este é o sétimo apagão nacional desde o início do ano e o 12º desde o final de 2024.
A ilha de 9,4 milhões de habitantes sofre constantes cortes de energia devido ao estado obsoleto de suas usinas termoelétricas. A situação se agravou desde janeiro, com as restrições à compra de combustível por parte dos Estados Unidos. O bloqueio petroleiro imposto por Washington dificulta o fornecimento de combustível a estas usinas e aos geradores de apoio, que costumam funcionar com diesel importado.
Nas últimas semanas, os apagões se prolongaram por mais de 30 horas na capital, enquanto outras províncias somam mais de 60 horas consecutivas. Como consequência dos cortes de eletricidade, o abastecimento de água e a rede telefônica também são afetados em todo o país.
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Apagões em 2026
Neste ano, os apagões se tornaram rotineiros. De janeiro até aqui, o país ficou sem enegeria elétrica em outras seis ocasiões.
- 5 de março de 2026: Primeiro colapso total da rede elétrica registrado no ano de 2026.
- 16 de março de 2026: Segundo colapso geral do ano.
- 15 de maio de 2026: Terceiro apagão.
- 6 de julho de 2026: Quarta queda total da rede de 2026.
- 14 de julho de 2026: Quinta pane nacional do ano e a terceira em um curto intervalo de dez dias.
- 2 de agosto de 2026: Sexto apagão geral do ano, durando quase 48 horas seguidas.
As sete usinas termelétricas que constituem a base do sistema elétrico cubano, com mais de 40 anos de operação, sofrem avarias constantes ou precisam ser desligadas para manutenção. Apesar disso, Havana culpa as medidas punitivas de Washington pelo grave estado de sua rede elétrica, enquanto os Estados Unidos atribuem a responsabilidade ao governo cubano e à má gestão da economia.