Mundo

Equipes de resgate reportam sete mortos em Gaza em ataques israelenses

Exército israelense afirmou ter atacado uma célula armada do Hamas

A Defesa Civil de Gaza informou neste sábado(11) à AFP que sete pessoas morreram em decorrência de ataques israelenses no centro da Faixa de Gaza, destruída por dois anos de guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas.

Por volta de 1h40 locais (19h40 de sexta-feira em Brasília), sete pessoas morreram e várias outras ficaram feridas, "quatro delas em estado crítico". O incidente ocorreu depois que um drone israelense disparou dois mísseis perto de um posto policial do campo de refugiados de Al Bureij, indicou Mahmoud Bassal, porta-voz desta organização de socorristas sob a autoridade do Hamas.

O hospital Al Aqsa informou ter recebido os corpos de seis pessoas, "além de sete feridos, dos quais quatro em estado crítico, com impactos diretos no rosto, no peito e em outras partes do corpo". Segundo essa fonte, os bombardeios israelenses tinham como alvo uma "concentração de civis deslocados perto de uma mesquita". Outro centro próximo, o hospital Al Awda, recebeu um corpo e atendeu dois feridos.

Contatado pela AFP, o Exército israelense afirmou ter "atacado uma célula armada do Hamas, que se aproximara da linha amarela [que marca o limite do recuo das tropas israelenses na Faixa de Gaza] e planejava atacar as forças israelenses de forma iminente".

Veja Também

Israel e o Hamas se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo instaurado em 10 de outubro de 2025, após dois anos de guerra desencadeada pelo ataque dos islamistas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023.

Pelo menos 749 palestinos morreram em ataques israelenses desde o último dia 10 de outubro, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob autoridade do Hamas, e cujos números são considerados confiáveis pela ONU. O Exército israelense informou a morte de cinco soldados em suas fileiras desde o início da trégua.

Devido às restrições impostas à imprensa em Gaza e às dificuldades de acesso, a AFP não pôde verificar de forma independente os boletins divulgados pelas duas partes.