As autoridades da Espanha informaram neste domingo(1º) que identificaram pelo menos 12 estrangeiros entre os 69 mortos no acidente ferroviário da semana passada, incluindo quatro cidadãos americanos, um argentino e um mexicano. Um órgão judicial que foi criado para realizar o trabalho de identificação já havia anunciado a morte de um francês e de um português, além de 54 espanhóis. Com exceção de três, todas as vítimas do choque de trens de alta velocidade já foram identificadas, indicou o órgão em um comunicado.
A colisão na quarta-feira (28) entre dois trens de alta velocidade, que deixou pelo menos 69 mortos na província de Toledo, já é a pior tragédia ferroviária na Espanha desde 2013. Este foi o segundo desastre desse tipo em menos de um ano no país.
Segundo o ministro dos Transportes, Óscar Puente, ainda se desconhece a velocidade a que circulava o trem da Renfe no momento do impacto, embora naquele trecho pudesse "chegar a até 200 km/h". A violência da colisão lançou dois vagões do Iryo sobre um declive, transformando-os em um amontoado de ferros retorcidos.
Pelo menos 69 pessoas morreram nos dois trens e mais de 100 ficaram feridas em diferentes gravidades, segundo as autoridades regionais. Com este balanço provisório, o acidente de Urda é a maior catástrofe ferroviária na Espanha desde o descarrilamento que deixou 80 mortos em Santiago de Compostela, na região da Galícia (noroeste), em 2013.
Também é o segundo desastre que atinge as linhas de alta velocidade do país neste ano. Antes, houve o choque entre dois trens que deixou 46 mortos em 18 de janeiro em Adamuz, Andaluzia (sul).