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EUA estão prontos para possível ataque ao Irã no fim de semana, diz imprensa americana

A decisão final sobre uma possível ofensiva militar ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump

O reforço ocorre em meio à continuidade de negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano
O reforço ocorre em meio à continuidade de negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano Foto : Marinha dos EUA / AFP

Os Estados Unidos ampliaram significativamente sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas e já teriam condições de realizar um ataque contra o Irã no próximo sábado, 21, segundo a imprensa americana.

Informações divulgadas na quarta-feira, 18, por The New York Times, CNN e CBS News citam declarações de autoridades do governo e do Pentágono sobre a prontidão militar na região. A operação ainda depende de decisão final do presidente Donald Trump.

Tentativas de negociações

O reforço ocorre em meio à continuidade de negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, que até o momento não produziram avanços conclusivos.

Trump ainda não indicou se tomará uma decisão nos próximos dias. De acordo com fontes ouvidas pela imprensa dos EUA, ele tem discutido internamente argumentos tanto a favor quanto contra uma ação militar, enquanto consulta assessores e aliados sobre o melhor curso de ação.

Na quarta-feira, altos funcionários de segurança nacional se reuniram na Sala de Situação da Casa Branca para discutir a situação iraniana. Trump também foi informado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner sobre as conversas indiretas realizadas no dia anterior em Genebra.

As negociações entre representantes iranianos e americanos duraram cerca de três horas e meia, mas terminaram sem resolução clara. Embora Teerã tenha afirmado que houve acordo sobre um “conjunto de princípios orientadores”, autoridades americanas disseram que ainda existem divergências importantes.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a diplomacia continua sendo a primeira opção do presidente, mas ressaltou que a possibilidade de ação militar permanece em aberto. Segundo ela, Trump está baseando sua avaliação principalmente nas recomendações da equipe de segurança nacional.

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Presença militar no Oriente Médio

O aumento da presença militar americana inclui dezenas de aviões-tanque de reabastecimento, mais de 50 caças adicionais e dois grupos de ataque de porta-aviões. Entre eles está o USS Gerald R. Ford, que se aproxima do Mediterrâneo para se juntar ao USS Abraham Lincoln na região.

A expectativa é que o porta-aviões seja inicialmente posicionado próximo à costa de Israel para reforçar a defesa de cidades como Tel Aviv.

Em paralelo, o Irã tem intensificado medidas de proteção em instalações nucleares, utilizando concreto e grandes quantidades de terra para reforçar estruturas subterrâneas, segundo análises do Instituto para Ciência e Segurança Internacional baseadas em imagens de satélite recentes.

Israel, por sua vez, elevou o nível de alerta e intensificou preparativos para uma eventual guerra. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem pressionado por medidas que enfraqueçam a capacidade iraniana de lançar mísseis contra o território israelense, e autoridades de defesa indicam que há planejamento para um possível ataque conjunto com os Estados Unidos.

A ampliação do dispositivo militar sugere uma gama de possíveis alvos iranianos, incluindo depósitos de mísseis, instalações nucleares e estruturas militares estratégicas, como o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica.

Apesar do avanço nos preparativos, membros do governo americano demonstram ceticismo quanto à possibilidade de um acordo diplomático de curto prazo.

Um novo ataque, oito meses após operações conjuntas de Estados Unidos e Israel contra instalações militares e nucleares iranianas, poderia desencadear retaliações significativas, incluindo ataques com mísseis contra forças americanas e alvos israelenses na região.

Assessores também alertaram o presidente de que uma operação voltada à mudança da liderança iraniana não oferece garantias de sucesso e pode evoluir para um conflito prolongado.