Os Estados Unidos impuseram sanções contra o Tribunal Penal Internacional nesta sexta-feira (9) e prometeram paralisar as atividades desse tribunal, poucas horas depois de o Prêmio Nobel da Paz ter sido concedido à ex-juíza do TPI Navi Pillay.
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que Washington proibiria transações com o TPI, ao qual qualificou como "desonesto", em uma escalada da campanha de Donald Trump contra esse tribunal com sede em Haia. "Ou o TPI põe fim às suas ameaças, ou nós vamos pôr fim ao TPI", declarou Rubio em um comunicado.
No mês passado, o presidente americano, Donald Trump, pediu que todos os países que integram o Tribunal Penal Internacional (TPI) abandonassem a instituição. Ele acusou o TPI de estar "fora de controle".
"Os Estados Unidos também se opõem a essa instituição fora de controle que é o Tribunal Penal Internacional", declarou Trump da tribuna da Organização das Nações Unidas (ONU). "Exorto todos os países membros do TPI a se retirarem oficial e imediatamente", acrescentou.
Nesse sentido, Pillay afirmou nesta sexta-feira: "Minha mensagem aos líderes, aos dirigentes políticos, é que eles têm a obrigação legal de proteger os direitos humanos e de se abster de fazer a guerra".