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EUA inicia novos ataques contra o Irã; entenda a escalada no Estreito de Ormuz

Ofensiva busca impedir Teerã de atingir navios na rota estratégica após fechamento anunciado pela Guarda Revolucionária

Irã anunciou neste domingo, 12, o fechamento de Ormuz e bombardeou o Golfo em resposta a ataques dos EUA
Irã anunciou neste domingo, 12, o fechamento de Ormuz e bombardeou o Golfo em resposta a ataques dos EUA Foto : Amirhossein Khorgooei / ISNA / AFP / CP

O Exército dos Estados Unidos anunciou a retomada dos ataques contra o Irã na noite deste domingo (12), em uma ofensiva que o Comando Central americano para o Oriente Médio (Centcom) justifica como necessária para impedir que Teerã atinja embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Segundo mensagem publicada pelo Centcom no X, os bombardeios recomeçaram às 21h GMT com o objetivo declarado de proteger "navios comerciais e tripulações civis" na rota estratégica.

At 5 p.m. ET today, U.S. Central Command forces began launching more strikes against Iran to continue degrading their ability to attack civilian mariners and commercial ships freely transiting the Strait of Hormuz. The Commander in Chief has directed the strikes to hold Iranian…

— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 12, 2026

A nova rodada de ataques ocorre horas depois de o Irã anunciar o fechamento do estreito e lançar mísseis e drones contra países do Golfo aliados de Washington, em resposta a uma ofensiva anterior dos EUA. O Centcom já havia contabilizado cerca de 140 ataques contra alvos iranianos neste domingo, e o presidente Donald Trump afirmou à CNN que seu país atingiu o Irã "muito duramente".

Teerã reagiu à nova ofensiva americana classificando-a como uma ruptura do processo diplomático construído nos últimos meses para a restauração da paz na região. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou Washington de ter “violado abertamente quase todos os termos” do protocolo de acordo fechado em junho e de provocar o “retorno da insegurança” ao Estreito de Ormuz.

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Fechamento do Estreito de Ormuz

O epicentro da crise segue sendo a passagem marítima por onde circula parte relevante do petróleo mundial. A Guarda Revolucionária iraniana havia decretado o fechamento de Ormuz "até novo aviso e até o fim das intervenções americanas na região", horas antes da retomada dos ataques dos EUA. O Exército americano, por sua vez, nega que o Irã tenha controle efetivo sobre o estreito e sustenta que o tráfego segue fluindo pela rota.

A escalada já repercute diretamente nos mercados. Os preços do petróleo abriram em forte alta nesta segunda-feira, 13 (horário local). O barril do Brent para entrega em setembro subia 3,75%, aos US$ 78,86, às 22h10 GMT, antes da abertura dos mercados asiáticos. Já o do WTI para agosto estava em alta de 3,65%, aos US$ 74,02.

A ofensiva iraniana anterior já havia atingido Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Jordânia, além de deixar mortos em território iraniano, segundo veículos locais. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que o Irã "tomou uma decisão errada" e que "pagará o preço", enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou o apelo pela retomada urgente das negociações de paz.

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